“O maior desafio desse congresso vai ser sair com uma pauta que garanta a defesa contundente da universidade pública e do conhecimento, contra o obscurantismo, contra os absurdos ataques que a educação e a ciência vêm sofrendo, e além disso garantir a defesa de melhores condições de trabalho para os docentes, com melhores salários”, diz a professora Michele Schultz Ramos, 1ª vice-presidente da Adusp, entidade anfitriã

 
“Por liberdades democráticas, autonomia universitária e em defesa da educação pública e gratuita”: este será o tema central do 39º Congresso do Andes-Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior, que terá lugar no auditório do Centro de Difusão Internacional (CDI) da Cidade Universitária do Butantã, campus central da Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista, de 4 a 8/2. O evento é a instância máxima de deliberação da categoria, que desde os primeiros meses de 2019 vem sendo alvo de fortes ataques do Ministério da Educação (MEC) e do governo federal como um todo.
 
“O maior desafio desse congresso vai ser sair com uma pauta que garanta a defesa contundente da universidade pública e do conhecimento, contra o obscurantismo, contra os absurdos ataques que a educação e a ciência vêm sofrendo, e além disso garantir a defesa de melhores condições de trabalho para os docentes, com melhores salários”, declarou ao Informativo Adusp a professora Michele Schultz Ramos, 1a vice-presidente da Adusp, entidade anfitriã do congresso.
 
“Também estará em pauta a defesa das liberdades democráticas, da democracia, dos direitos sociais e contra qualquer tipo de preconceito. É um desafio grande, considerando o conjunto de ataques que os governos, nas várias esferas, vêm desferindo contra diversos setores da sociedade, especialmente os mais vulneráveis e as minorias”, prosseguiu.
 
No tocante à infraestrutura do congresso, Michele destaca que a Adusp trabalhou para receber as e os participantes adequadamente: “Esperamos que as pessoas gostem e desfrutem do espaço da USP. Que as discussões sejam profícuas e garantam um bom plano de lutas para o próximo período, que vai ser bastante desafiador”.
 
Por deliberação do 64º Conad, o 39º Congresso debaterá os seguintes temas: Conjuntura e Movimento Docente; Planos de Lutas dos Setores; Plano Geral de Lutas; e Questões Organizativas e Financeiras. Como recomendação, os textos de apoio e de resolução serão oriundos de assembleias de base, da Diretoria Nacional e das diretorias das seções sindicais ou assinados por pelo menos cinco sindicalizados. Não serão aceitos textos de apoio sem texto de resolução, exceto sobre conjuntura.
 
“O 39º Congresso vai se realizar em um momento que exige de nossa categoria um passo à frente na mobilização. Temos o desafio de fazer desse congresso um momento de preparar as lutas de 2020, não apenas para resistir aos ataques do governo federal e dos governos estaduais, mas, sobretudo, para avançarmos em nossa luta e na pauta em defesa das instituições públicas de ensino, da carreira docente e dos serviços públicos”, explica a professora Eblin Farage, secretária-geral do Andes-SN.
 
Além dos debates e encaminhamentos para o próximo período, durante o 39º Congresso serão apresentadas as chapas do processo eleitoral para a escolha da diretoria do Andes-Sindicato Nacional - biênio 2020-2022. As eleições ocorrerão em maio de 2020.
 
A abertura do evento está prevista para as 10 horas do dia 4/2, no CDI, com a presença de entidades representativas e movimentos sociais convidados pela Adusp e pelo Andes-SN: Apeoesp-Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, União Nacional dos Estudantes (UNE), Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), Fórum das Seis, Sintusp, Diretório Central dos Estudantes (DCE-Livre Alexandre Vannucchi Leme), Núcleo da Consciência Negra (NCN), Coletivo Butantã na Luta, Rede Não Cala, Movimento das Creches, Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).