Reunidos em assembleia geral no dia 08/06, os docentes avaliaram os primeiros dias da greve iniciada no dia 30/05. Nessa data, o Cruesp se reuniu com o Fórum das Seis e, após reafirmar sua primeira proposta de reajuste de 3%, encerrou unilateralmente as negociações.
 
Por deliberação da assembleia geral do dia 31/05, a Adusp encaminhou um pedido de audiência à Reitoria da USP para solicitar a reabertura das negociações e a retirada de pauta da proposta sobre "carreira docente" e avaliação institucional, atualmente em elaboração. Até o presente momento, o ofício não foi respondido. A Reitoria adiou a deliberação sobre a proposta de avaliação docente e institucional para a reunião do Co de agosto, anteriormente prevista para a reunião de junho.
 
Avaliou-se também que a postura dos representantes da Reitoria no I Encontro de Docentes, acontecido no dia 06/06, tendo como pauta a proposta de avaliação docente e institucional, revelou a necessidade de permanecermos mobili­za­dos.
 
A partir desse quadro, a assembleia deliberou:
  • CONTINUIDADE DA GREVE;
  • realização da próxima assembleia geral no dia 14/06 (terça-feira), às 9h, no Anfiteatro da Geografia;
  • divulgação e participação no Ato público unificado com passeata até o Palácio dos Bandeirantes, chamado pelo Fórum das Seis para o dia 15/06 (quarta-feira);
  • divulgação de manifesto pelo diálogo e contra a criminalização dos movimentos (veja abaixo);
  • participação na Audiência Pública  sobre LDO na Assembleia Legislativa (ALESP), 17/06 (sexta-feira);
  • inclusão da palavra de ordem "Fora Temer!" no mate­rial da greve;
  • realização de debates e aulas públicas;

 

Preocupados com o acirramento das tensões observadas nas diferentes unidades da USP, os docentes aprovaram o seguinte texto:

  ...

Manifesto pelo diálogo e contra a criminalização dos movimentos

A Assembleia da ADUSP de 08/06/2016 reafirma que as pautas dos movimentos estudantil, dos funcionários e dos docentes são convergentes na defesa da universidade pública, em prol de sua democratização e contra as ameaças de desmonte que pesam sobre ela. 
 
Nesse sentido, os docentes se comprometem a persistir no cultivo do convívio democrático, pautado pelo diálogo e pelo respeito à diversidade das categorias. 
 
Reafirmamos nossa firme defesa dos direitos à livre manifestação e à greve, e nos manifestamos contra o corte arbitrário do ponto dos servidores técnico-administrativos e contra a criminalização dos movimentos reivindicatórios.
 
...

 

Contra o desmonte da Universidade, reiteramos nossa pauta:

  • pela retirada do conjunto das propostas da Reitoria sobre "carreira docente" e avaliação institucional;
  • não ao arrocho salarial;
  • pela contratação imediata de docentes e funcionários técnico-administrativos para recompor o quadro funcional da universidade;
  • pela abertura de todas as contas da universidade;
  • não à manobra do governo do Estado no repasse dos recursos do ICMS às universidades;
  • não à destruição do patrimônio da universidade que se expressa nos ataques ao HU, HRAC, creches e Escola de Aplicação, entre outros.
  • Em defesa da autonomia da universidade!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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