Pouco mais de dois meses após encerrarem uma greve de 67 dias, os funcionários técnico-administrativos da USP ainda travam uma batalha contra a gestão M.A. Zago-V. Agopyan. A greve, que tinha como principais pautas a luta contra o arrocho salarial e o desmonte da universidade, ganhou novos contornos quando a Reitoria, assim como em 2014, cortou o ponto dos funcionários.

Encerrada a greve em 18/7, os descontos dos salários só poderiam ocorrer até o mês de agosto, já que a paralisação terminou antes do fechamento da folha de pagamento de julho. Contudo, estão aparecendo descontos retroativos nos holerites de setembro, o que caracterizaria um novo ataque da Reitoria ao movimento grevista. Os descontos referentes aos dias não trabalhados foram feitos pela USP porque a Justiça negou liminar para suspender os descontos.

No dia 9/9, os funcionários que tiveram os salários descontados nos meses de agosto e setembro entregaram ao Sindicato dos Trabalhadores (Sintusp) cópias de seus holerites, para que o departamento jurídico da entidade tomasse as providências cabíveis. O Sintusp agora aguarda o julgamento final do dissídio, marcado para 28/9, às 15h30, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP), na Consolação, onde será realizada uma vigília para acompanhar o julgamento. Além do corte de pontos, será julgado o congelamento dos benefícios, como o vale alimentação, sem reajuste há três anos.

Informativo nº 424

Privatização / Conflito de interesses / Fundações

A pedido do reitor, tropa de choque da PM agride manifestantes

Ato de repúdio à violência institucional e policial na USP

Discussão sobre a aposentadoria dos docentes - parte 1/2

Discussão sobre a aposentadoria dos docentes - parte 2/2