A Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) protocolou hoje, 25 de maio, na Reitoria da USP o Ofício 006/18, por meio do qual comunica ao reitor Vahan Agopyan, “em cumprimento aos dispositivos da Lei 7783/89 que, em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 22/5/2018, os docentes da Universidade de São Paulo aprovaram, por unanimidade, a deflagração de GREVE da categoria a partir do dia 29/5/2018, no exercício de um direito legítimo e constitucionalmente garantido”.

“A recomposição do poder de compra vigente em maio de 2015 é a meta defendida pelo Fórum das Seis na presente campanha salarial”, diz o ofício, assinalando que, “embora a arrecadação de ICMS venha crescendo nos últimos meses (13,7% no acumulado janeiro/fevereiro de 2018), os reitores continuam se escorando no discurso da crise para tentar impor medidas que apontam para o arrocho salarial e o desmonte das universidades estaduais paulistas”.

O ofício encaminhado ao reitor da USP, que é também o atual presidente do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), aponta as perdas sofridas pelos docentes das três universidades estaduais paulistas. “Desde maio de 2015, um Professor Doutor (MS-3) em RDIDP na Unicamp e na USP perdeu a quantia acumulada de R$ 24.758,92! Na Unesp a perda foi ainda maior: R$ 33.326,48 (porque o reajuste de 3% concedido em 2016 pelo Cruesp não foi pago na Unesp). No início de 2018, para reconquistar o poder aquisitivo de maio de 2015, na USP e na Unesp, já seria necessária a reposição salarial de 12,52% (na Unesp, 15,90%)”.

Ainda segundo o documento assinado pelo presidente da Adusp, professor Rodrigo Ricupero, o índice de reajuste de 1,5%, oferecido pelo Cruesp na reunião de negociação de 17/5/2018 com o Fórum das Seis, “não cobre sequer a inflação do período referente à data base”.