A Assembleia Geral do Sindicato dos Trabalhadores (Sintusp) realizada em 22/6 decidiu suspender a greve iniciada no dia 5/6, ao aprovar o acordo sobre itens específicos da categoria negociado, na véspera, durante reunião com o reitor Vahan Agopyan, o coordenador da Coordenadoria de Administração Geral (Codage) e outros representantes da Reitoria da USP.

Entre os pontos da pauta específica do Sintusp negociados com a Reitoria destacam-se o acréscimo integral de R$ 140,00 no Vale Alimentação (que passou de R$ 690,00 a R$ 830,00 mensais); a não punição dos servidores “pelo exercício regular do direito de greve, o que inclui seu reflexo no registro de ponto”; e o pagamento dos dias parados na greve mediante compensação, de horas ou de trabalho, conforme futura negociação com a Reitoria.

Os trabalhadores também reivindicavam a reposição dos salários descontados pela Reitoria durante a greve de 2016, que é objeto de uma ação ainda em curso na Justiça do Trabalho. Quanto a este item, a Reitoria declarou que “não encerrará neste momento o diálogo, e, condicionada a uma manifestação favorável do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP), em consulta a ser formulada pelo Sintusp, poderá iniciar negociação a respeito”.

Hospital Universitário e Creche Oeste

Outros pontos importantes do acordo dizem respeito ao combate ao assédio moral e sexual em situações laborais e à situação do Hospital Universitário (HU) e da Creche Oeste, que se encontra fechada, por decisão da gestão anterior (M.A. Zago-V. Agopyan), desde janeiro de 2017. A arbitrária desativação suscitou a “Ocupação Creche Aberta” e até iniciativas judiciais cujo desfecho, embora desfavorável à Reitoria, não resultou na reabertura da Creche Oeste, por ineficiência da justiça.

O chefe de Gabinete, Gerson Tomanari, coordenará um grupo de trabalho encarregado da política de combate ao assédio moral e sexual, que deverá contar com membros indicados pela Reitoria, Sintusp, Adusp e Diretório Central dos Estudantes.

Quanto ao HU, a Reitoria declarou entender que ele deve atender a dois princípios: “a) ensino e b) atendimento de saúde para a comunidade USP da capital” e que “tratando-se de um hospital-escola (cuja demanda para fins do ensino não é totalmente suprida pela comunidade USP), é importante que haja atendimento à comunidade do entorno”. Por fim, no tocante à Creche Oeste, a Reitoria solicitará à Superintendência de Assistência Social (SAS) um “estudo a curto prazo” a respeito desse equipamento.