“Chega de arrocho salarial! Em defesa da USP, da Unesp e da Unicamp! Contra a retirada de direitos na Previdência”. Esta é a manchete da edição de março do Jornal do Fórum das Seis, que traz importantes dados sobre o processo de corrosão salarial dos servidores das universidades estaduais paulistas. De acordo com o Salariômetro do Fórum das Seis, teria sido necessário um reajuste de 14,55%, em janeiro de 2019, para que os salários de professores doutores (MS-3) da USP e da Unicamp pudessem recuperar o poder aquisitivo de maio de 2015. Para os professores doutores (MS-3) da Unesp, que estão com o 13º salário de 2018 atrasado, seria necessário um reajuste de 17,99%.

“Os salários vêm sendo arrocha­dos progressivamente nos últimos anos. Se a mera reposição da inflação dos 12 meses anteriores nas universidades estaduais paulistas já não era suficiente para devolver o que a inflação vem corroendo ao longo dos anos, agora a situação é muito pior. O fracionamento do pagamento da inflação (como ocor­rido em 2015), a concessão de apenas 3% em 2016 (e nem isso na Unesp!), o zero em 2017 e o 1,5% em 2018 diminuí­ram ainda mais o nosso poder de compra, com o agravante da quebra da isonomia entre as três universidades”, diz a publicação.

Ainda segundo o Jornal do Fórum das Seis, o arrocho salarial “vem sendo uma das facetas mais perversas na política de desmonte imposta pelos governos estaduais — com a concordância dos nossos reitores — contra as universidades públicas paulistas”. O Salariômetro do Fórum das Seis, atualizado até janeiro/2019 e sempre utilizando como base a inflação medida pelo ICV-Dieese, mostra os efeitos danosos da política adotada pelo Conselho de Reitores (Cruesp) sobre o poder de compra dos/as servidores(as) docentes e técnico-administrativos/as relativamente às datas-base de 2015, 2016, 2017 e 2018.

Nas tabelas, foi utilizado como referência o salário efetivamente recebido em maio de 2015, quando o Cruesp concedeu reajuste correspondente à inflação medida pelo IPC-FIPE do período maio/2014 a abril/2015, pago em duas vezes: a primeira em maio de 2015 (4%) e a segunda em outubro (3,09%). Confira aqui.