Sessão extraordinária do Co referendou proposta do Cruesp por 88 votos. Houve também 11 votos para o reajuste zero, seguindo assim o parecer da Comissão de Orçamento e Patrimônio. Nova reunião dos reitores com o Fórum das Seis pode acontecer no segundo semestre, dependendo da arrecadação do ICMS

O Conselho Universitário (Co) aprovou, em sessão extraordinária nesta terça-feira (11/6), o reajuste reajuste salarial de 2,2% para docentes e servidores técnico-administrativos da USP. Foram 88 votos a favor da proposta do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), 11 a favor do parecer da Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) de reajuste zero e três abstenções. O aumento é retroativo a 1o de maio.

Para a COP, com o reajuste, o comprometimento orçamentário com a folha de pagamento na USP chegará a 87,5% neste ano.

De acordo com o comunicado divulgado pelo Cruesp no dia 16/5, a arrecadação do ICMS será acompanhada “ao longo do primeiro semestre e meados do segundo semestre, considerando o cenário de incertezas pelo qual passa o país”. Caso a arrecadação atinja R$ 80 bilhões até o final de setembro, será agendada nova reunião com o Fórum das Seis na segunda quinzena de outubro.

Na manhã desta quarta (12/6), as entidades do Fórum das Seis realizaram ato em frente à Reitoria da Unicamp, em Campinas, para reivindicar a reabertura das negociações da data-base e a isonomia para a Unesp, que ficou sem o reajuste de 3% em 2016.

O Fórum defende um reajuste de 8% para USP e Unicamp e de 11,24% na Unesp. Uma comissão de representantes entregou carta com as reivindicações à secretaria do Cruesp. De acordo com o comunicado emitido em maio pelos reitores, “como a prioridade é garantir o pagamento do 13º salário de 2019, a Universidade [Unesp] avaliará o melhor momento para aplicar o índice de reajuste aprovado pelo Cruesp”.