A Adusp elaborou um questionário sobre condições de trabalho e características do vínculo trabalhista com a USP a ser respondido pelos professores temporários contratados em regime de 12 horas semanais e de 8 horas semanais. O formulário eletrônico está disponível na página digital da Adusp e os docentes temporários receberam por e-mail um convite para que o preencham.

O objetivo do levantamento é utilizar as informações coletadas para desenvolver estratégias de luta em defesa dos direitos desse segmento docente. O formulário a ser preenchido indaga sobre atividades desenvolvidas fora de sala de aula, carga horária cumprida, direitos observados ou não (férias remuneradas, pagamento do terço das férias, recolhimento de FGTS etc.), dados relativos ao contrato de trabalho etc.

A universidade conta atualmente com cerca de 250 docentes temporários, quase todos trabalhando em regime de 12 horas semanais. Eles recebem salários aviltados, que variam de R$ 1.918,72 (doutores – MS3.1) a R$ 927,33 (mestres – MS-1), e seus contratos têm duração de dois anos, ao final dos quais é vedada a recontratação.

O tratamento concedido aos docentes temporários pode variar conforme a unidade, o que reforça a importância do levantamento iniciado. A análise das respostas permitirá à Adusp melhor compreensão da realidade desse segmento ao nível de cada unidade, bem como a adoção de medidas contra essa modalidade de precarização da atividade docente — que vem sendo ampliada pela Reitoria da USP, a exemplo do “Programa de Atração e Retenção de Talentos” (PART).

“A Adusp fez um esforço para conseguir os e-mails do maior número possível de docentes temporários, mas, como não conseguimos encontrar os endereços eletrônicos de todos, solicitamos a ajuda dos docentes efetivos no tocante a incentivar e facilitar a participação desses colegas, divulgando essa matéria”, declarou o professor Rodrigo Ricupero, presidente da entidade. “Quem eventualmente não recebeu o questionário pode solicitar pelo e-mail secretaria@adusp.org.br”.