As principais centrais sindicais do país estão convocando suas bases para um novo dia de Greve Geral contra as reformas trabalhista e previdenciária, marcado para sexta-feira, 30/6. O dia de luta sucede o histórico ato de 24/5, que reuniu mais de 100 mil pessoas em Brasília e fez o governo de Michel Temer convocar as Forças Armadas para reprimir o protesto. A última Greve Geral, realizada no dia 28/4, foi considerada a maior paralisação da história do Brasil. 

A mobilização acontece em um momento crítico para o governo Temer, acuado não só pelo descontentamento popular mas também por gravíssimas acusações de corrupção no âmbito da Operação Lava Jato e pelo possível rompimento de parte de sua base aliada. No dia 20/6, Temer sofreu uma contudente derrota no Senado, quando o projeto de reforma trabalhista (PLC 38/2017) foi rejeitado pela Comissão de Assuntos Sociais por 10 votos a 9, graças aos votos não só dos senadores do PT, PCdoB, Rede e PSB, mas também de senadores de partidos governistas: PSDB, PSD e PMDB. O projeto, entretanto, segue em tramitação e deve ser votado pelo plenário do Senado no começo de julho.

Desde o dia 20/6, as centrais sindicais (CUT, UGT, Força Sindical, CTB, Nova Central, CGTB, CSP-Conlutas, Intersindical, CSB e A Pública – Central do Servidor), em conjunto com sindicatos de base e movimentos sociais, têm organizado uma semana de panfletagens e atos locais para divulgar a pró­xima Greve Geral e mobilizar os trabalhadores de diversos segmentos.

Participação

Diversas categorias já aprovaram sua participação no dia 30/6, como é o caso dos docentes e funcionários da USP. Os sindicatos de metalúrgicos do ABC e de São José dos Campos também convocam a paralisação, que está sendo referendada por assembleias de base. Já os metroviários de São Paulo aprovaram indicativo de paralisação, seguindo a deliberação da plenária nacional do setor de transportes.

Apesar da crescente mobilização, a revista Época noticiou no dia 22/6 que as centrais UGT e Força Sindical haviam desistido da Greve Geral. No mesmo dia as centrais desmentiram a revista. Em nota, a UGT classificou o evento como fake news. Entretanto, no dia seguinte, a Força Sindical e o Sindicato dos Motoristas de São Paulo defenderam publicamente o adiamento da paralisação, alegando a necessidade de negociação com o governo Temer. Outras centrais, como a CUT e a CSP-Conlutas, afirmam que a paralisação será mantida, mesmo sem o apoio da Força Sindical.

No momento do fechamento deste Informativo Adusp, no dia 23/6, as centrais sindicais reuniam-se para decidir e divulgar o calendário de lutas da semana do dia 30/6.

Informativo nº 438