Ter de almoçar cotidianamente no campus Butantã da USP é um problema para muitos professores. Poucas opções com qualidade e, nestas, preços altos que acabam onerando o orçamento mensal são as reclamações mais frequentes.

“Seria desejável ter mais opções de almoço. Há algumas opções com qualidade satisfatória, mas preço um pouco alto. Em particular, considero o preço do almoço no Clube dos Professores excessivo”, afirma o professor Antonio Luiz Pereira, do IME. Igual opinião sobre o alto preço do buffet completo no Clube dos Professores tem o professor Eduardo do Nascimento Marcos, da mesma unidade. “Tínhamos uma opção bem razoável que era o Clube dos Professores, agora com gorjeta esse restaurante sai o mesmo preço que qualquer restaurante de shopping, e não existe como existia antes a opção de pagar menos e comer somente a salada e a sobremesa”, diz Marcos. “Como fora quase todos os dias e gasto uma média de 25 reais por dia durante 20 dias por mês, ou seja 500 reais por mês”, calcula.

Waldyr Antonio Jorge, titular da Coordenadoria de Assistência Social (Coseas), órgão responsável pelo Clube, procurou explicar ao Informativo Adusp o aumento acumulado de 56% no preço da refeição, de R$ 16,00 em 2007 para os atuais R$ 25,00, além de responder a outras críticas dos docentes.

Self service

“Os motivos que levaram [a]o aumento, por ocasião da abertura do restaurante no novo espaço do self service em 15/10/2009 foram: a desatualização dos preços que eram cobrados em razão do custo de gêneros alimentícios e material de consumo controlados pelo sistema de custos do local; o cardápio do self service em 2007 era provisoriamente servido no espaço do anexo da churrascaria com alimentos transportados de outra cozinha, portanto, limitado em termos de número de preparações”, diz Jorge. “Com a reabertura do self service o cardápio passou a ter mais opções para os usuários.”

Quanto ao fim da opção de comer apenas salada por um preço mais baixo, afirmou: “O restaurante suprimiu a opção do bufê de saladas, pois a adesão era pequena (constatada pelo sistema de controle de usuários), além disso, essa opção ensejava alguns conflitos na cobrança da despesa”. Por fim, Antonio Jorge falou sobre a possibilidade de ser cobrado um preço por peso, uma vez que alguns professores que comem menos se sentem injustiçados com o preço fixo: “O diferencial do restaurante dos docentes em relação aos restaurantes por quilo é proporcionar aos professores um ambiente onde o almoço seja um ponto de encontro, de relaxamento, sem a tradicional ‘pressa’ ao se alimentar. Tal conceito é bem aceito pelos frequentadores do local”.

Devido ao alto preço no Clube dos Professores, os professores acabam comendo em outros restaurantes do campus, como o Sweden, na FEA (muito procurado e onde se formam filas que provocam alguma lentidão), ou em restaurantes nos arredores da Cidade Universitária. O professor Pereira sugere uma solução para o problema: “Acredito que uma medida excelente seria a abertura de mais restaurantes, no estilo bandejão, com um preço acessível e qualidade um pouco melhor do que a do atual”.

 

Informativo nº 312