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Não é novidade: faltam restaurantes para atender alunos, professores e funcionários nos campi da USP. Além de serem poucas, as opções existentes nem sempre apresentam qualidade e preços satisfatórios. O assunto foi abordado no Informativo Adusp 312. Na FFLCH, por exemplo, o restaurante do prédio da História e Geografia foi fechado em fins de 2009, “a pedido do proprietário que manifestou o não interesse em continuar, uma vez que o contrato já estava encerrado”, segundo informa a diretoria da unidade. A direção da faculdade providenciou, então, um contrato emergencial para a instalação de uma lanchonete móvel. Um restaurante e uma cafeteria definitivos, a serem construídos na área próxima aos novos anfiteatros, estão em fase de licitação pela Coordenadoria do Espaço Físico (Coesf).

Além da lanchonete móvel na História, as únicas outras opções de alimentação na FFLCH são as barracas de comida de vendedores autônomos e a lanchonete da Letras. Ainda segundo a diretoria, “a antiga direção da Faculdade havia proposto um local para a construção de uma cafeteria [no prédio da Ciências Sociais e da Filosofia] que não foi aprovada pelos alunos. Sendo assim, não há previsão de instalação de uma lanchonete no Prédio das Ciências Sociais”. O projeto previa a construção da lanchonete no "Porão", espaço estudantil tomado pela gestão de Gabriel Cohn e atualmente utilizado como depósito.

EACH

Segundo informações do professor Marcelo Freire, da EACH, no campus da USP Leste há apenas o restaurante universitário (que era terceirizado e passou recentemente à administração direta da Coseas) e uma lanchonete que serve alguns pratos congelados aquecidos na hora. O docente relata que além do fim da terceirização do bandejão, após mobilização da comunidade, houve uma melhora na qualidade do serviço oferecido, que passou a contar com opção vegetariana e maior variedade de saladas e sobremesas. “Fora do campus, há uma única alternativa de alimentação próxima, que é um boteco que oferece comida caseira, mas consegue atender apenas cerca de dez pessoas ao mesmo tempo, de modo que não há, nas imediações do campus, estabelecimentos que deem conta de atender todo o contingente de alunos, funcionários e professores que diariamente populam a Unidade”, relata Freire.

Física

O restaurante universitário da Física parou de oferecer jantar de 29/7 a 27/9, causando transtornos para alunos, que durante o período tiveram que se locomover até os restaurantes central ou da Química. Segundo reportagem do Jornal do Campus (“Por falta de funcionários, restaurante fecha no jantar”, de 20/9), a equipe do restaurante da Física sofreu baixas devido a licenças, aposentadorias e demissões, e não foram contratados funcionários para suprir a falta de pessoal, o que teria motivado o fechamento.

A Divisão de Alimentação da Coseas admite que o fechamento ocorreu devido à “necessidade do remanejamento de servidores para outros restaurantes universitários”.

Não é incomum, nos horários de pico do almoço, encontrar extensas filas e até alunos comendo sentados no chão, do lado de fora do bandejão da Física, devido à falta de espaço na parte interna do restaurante. No entanto, de acordo com a Coseas, o problema será resolvido: “A reforma do restaurante da Física, em processo de licitação junto à Coesf, prevê a modernização de suas instalações”, bem como “a ampliação do número de lugares no refeitório de 140 para 226”.

Ribeirão Preto

O jornal Folha de S. Paulo denunciou, em 25/9 (“‘Pronto’, refeitório da USP de Ribeirão não serve ninguém”), que o novo restaurante do campus da USP em Ribeirão Preto, “inaugurado” em 2009, no último ano da gestão Suely Vilela, ainda não está funcionando, apesar da previsão de início das atividades para fevereiro de 2010.

A coordenadoria daquele campus informou que “houve atraso no restaurante porque os testes com equipamentos mostraram-se mais complexos do que o que foi previsto” e, por isso, o refeitório deve começar a funcionar apenas em dezembro. Um prédio de moradia estudantil, também “inaugurado” por Suely e que deveria estar pronto no primeiro semestre, ainda está em fase de acabamento.

 

OPINIÃO DA DIRETORIA

Descaso da Reitoria

As precárias condições de alimentação no campus do Butantã resultam do descaso de sucessivas gestões da Reitoria. Não se vê planejamento central de ações destinadas a resolver o problema, apesar do aumento verificado na população do campus ao longo dos últimos anos, cabendo a cada unidade resolver as suas próprias necessidades. Nos demais campi da USP a situação não é melhor.

A qualidade das refeições servidas aos estudantes nos bandejões é apenas sofrível. Mas se, por hipótese, a grande maioria dos professores do campus do Butantã passassem a recorrer a eles sistematicamente, dificilmente os bandejões conseguiriam arcar com este novo aumento na procura. Ressalte-se ainda que os poucos restaurantes privados representam uma alternativa relativamente cara (e não isenta de filas).

Aguarda-se uma solução. De preferência, antes de 2040

 

Informativo nº 314