Como noticiado no Informativo Adusp 346, por meio da portaria de número 5.596, de 16/4, o reitor Grandino Rodas passou a presidir a Comissão de Claros Docentes da USP, que analisa as solicitações de reposição e criação de claros apresentadas pelas unidades. Mas, apesar de a portaria haver entrado em vigor na data de sua publicação, parte dos diretores de unidade  desconhece a nova configuração da comissão.

Procurada pela reportagem, a professora Maria Hermínia Tavares de Almeida, diretora do Instituto de Relações Internacionais da USP, preferiu não opinar: “Não sei nada sobre o assunto, nem sabia que a comissão havia mudado”. O mesmo ocorreu com  professor Reinaldo Guerreiro, diretor da Faculdade de Economia e Administração: “Não tenho acompanhado de perto esse assunto. Assim fica difícil emitir uma opinião”.

Já o diretor da Escola Politécnica, professor José Roberto Cardoso, avalia positivamente a portaria: “Eu achei muito boa a mudança. A comissão deixou de ser assessora da Reitoria para ser executiva. Agiliza a administração”. 

A diretora da Faculdade de Saúde Pública, professora Helena Ribeiro, também não faz objeções: “Em princípio, não vejo problemas na sua participação, uma vez que é um colegiado que decide em cima de projetos dos departamentos e unidades após análise criteriosa dos pedidos”.

A portaria 5.596 é descabida, pois o reitor passa a presidir a Comissão de Claros e já preside o Conselho Universitário, colegiado ao qual cabe recurso das decisões da mencionada comissão, o que estabelece conflito de interesses e fere o princípio de independência entre os órgãos de administração.

O USP Destaques_63 anunciou que a nova Comissão de Claros decidiu distribuir 329 cargos de professor doutor para a reposição de cargos vacantes em decorrência de aposentadorias, exonerações ou falecimentos, o que sem dúvida é muito positivo. Coincidência ou não, os dirigentes receberam das mãos do próprio reitor os ofícios com as informações sobre a distribuição de cargos aos departamentos.

 

Informativo nº 348