Movimento considera que a chegada de 179 novos profissionais, que terão um ano de contrato, é uma conquista da população – mas é preciso avançar para que o hospital retome a sua capacidade plena de atendimento

O Coletivo Butantã na Luta realiza neste domingo (10/11), a partir das 14h, o 5o Encontro Popular de Moradores do Butantã em defesa do Hospital Universitário (HU). A reunião, aberta a todos os interessados, será na Escola Municipal Amorim Lima, em frente à Praça Elis Regina. O encontro vai debater o que o movimento tem chamado de novo momento de luta pelo HU, visando à retomada plena da capacidade de atendimento do hospital.

O movimento considera que a contratação de 179 funcionários, a partir de processo seletivo aberto em outubro, é um avanço importante, mas que é preciso ir além. “Conquistamos 179 contratações, e já em dezembro esses funcionários começam a trabalhar, elevando o nível de serviço do HU. Mas ainda é pouco: precisamos de 300”, diz Lester Amaral Junior, da coordenação do Butantã na Luta.

As contratações são temporárias, por apenas um ano, e os profissionais admitidos agora só poderão se recandidatar a novas vagas duzentos dias depois do fim do primeiro contrato. “Vamos derrubar essa duzentena. O Conselho Deliberativo do HU já mandou comunicação ao reitor da USP dizendo que é contra a cláusula”, continua Amaral.

A liderança do coletivo reforça a importância da participação no encontro do próximo domingo: “Temos que comemorar essa conquista porque o HU é a referência fundamental de saúde para os 500 mil moradores do Butantã. Mas vamos nos manter de mãos dadas, e mais do que nunca é necessária a presença de todos para acabar com a duzentena, avançar para um concurso público com contratações permanentes e para chegar às trezentas contratações, que é o número necessário para repor o nível de atendimento que o hospital tinha em 2013”.

Desde as duas etapas do Programa de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV) da USP, em 2015 e 2016, o HU perdeu mais de 400 servidores – atualmente, o quadro é de cerca de 1.400 servidores. Hoje o hospital realiza aproximadamente 5 mil atendimentos mensais, menos de um terço dos 16 mil atendimentos que realizava por mês até o fim de 2014.

Outros itens que estão na pauta do encontro organizado pelo Coletivo Butantã na Luta são a reabertura dos prontos-socorros infantil e adulto, com triagem médica e classificação de risco; a recuperação da qualidade dos estágios para os alunos dos cursos da área de saúde da USP; e a destinação de mais recursos financeiros para o hospital pela Assembleia Legislativa de São Paulo.