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Perguntas aos candidatos

O Informativo Adusp solicitou a todos os candidatos declarados a Reitor(a) que respondessem a oito perguntas. O conjunto das respostas de cada candidato não deveria ultrapassar 9 mil caracteres com espaços. O professor Chico Oliveira, “anticandidato”, informou que não iria responder. O professor Wanderley Messias pediu desculpas, mas avisou, por meio de sua secretária, que não poderia responder por problemas na agenda. Os demais candidatos responderam.

A seguir, as perguntas:

  1. Qual a sua posição sobre a instalação de uma Estatuinte autônoma e soberana para reformular o Estatuto e o Regimento da USP? Qual deveria ser a sua composição?
  2. Qual a sua posição sobre a composição atual dos colegiados? E sobre os processos oficiais de indicação de diretores de Unidade e Reitor?
  3. Se eleito(a) Reitor(a) e, caso a atual Reitora ainda não tenha resolvido a questão, de que modo pretende pagar aos beneficiários o que lhes é devido pela ação do gatilho?
  4. A pedido da atual Reitora, autorizada pelo Co, a Polícia Militar entrou na USP e transformou o campus do Butantã em uma praça de guerra na tarde de 9/6/09. Teria agido da mesma forma? Concorda com a atitude da Reitora?
  5. Como se posiciona acerca da proposta de mudança na Carreira Docente em discussão no Co? Caso a petição impetrada pela Adusp, reivindicando a anulação da votação realizada no Co, em reunião no dia 4/03, seja levada ao plenário do Co, como se manifestaria?
  6. Como pensa em conduzir a discussão sobre salários? O que pensa sobre os níveis salariais vigentes?
  7. Quais as suas propostas para a Graduação e Pós-Graduação? O que pensa do Sistema de Avaliação da Capes, incluindo o Qualis?
  8. Que mecanismos pensa utilizar para tornar a discussão sobre o orçamento da USP mais democrática? Como pensa em tornar transparentes sua execução e acompanhamento?

 

Candidatos à sucessão de Suely Vilela esclarecem o que pensam de questões como Estatuinte, Gatilho, carreira e salário

Em função da Eleição Democrática para Reitor, promovida pela Adusp nos dias 14 e 15 de outubro, apresentamos o que pensam os reitoráveis sobre questões decisivas de política interna da USP concernentes à gestão da instituição, tais como as normas de composição dos colegiados, os processos eleitorais, a reforma do Estatuto. Que propõem eles a respeito de questões específicas de extrema relevância para os docentes da USP, como a Ação do Gatilho e a carreira docente? Como se colocam diante do sistema de avaliação erigido pela Capes?

Preocupada em qualificar o debate entre as candidaturas, a partir dos eixos acima delineados, a Adusp formulou uma série de perguntas, encaminhadas a todos os candidatos. A presente edição do Informativo Adusp publica as respostas de sete deles (vide quadro). Espera a Adusp, desse modo, contribuir para que o processo de sucessão da reitora Suely Vilela — apesar de ainda realizado no formato eleitoral tradicional, antidemocrático, oligárquico — continue a politizar-se (na melhor acepção do termo), na esteira das greves do primeiro semestre de 2009 e da reação da comunidade à traumática invasão do campus do Butantã pela tropa de choque da Polícia Militar.

A USP, não resta dúvida, lidera o ranking das universidades mais conservadoras do Brasil. A sufocação das liberdades democráticas, porém, nem sempre transparece no cotidiano, embora disseminada em todos os trâmites burocráticos da nossa universidade e visível no funcionamento dos colegiados e nas regras que regem a escolha de dirigentes — diretores/as de unidades, pró-reitores/as, vice-reitor/a e reitor/a.

A questão da democracia, portanto, é prioridade máxima. O fatídico 9 de junho de 2009 a recolocou, novamente, no centro do debate político na USP, levando alguns candidatos a pronunciarem-se a favor de mudanças no processo eleitoral. Grupos de docentes também constituíram-se, lançando manifestos sobre o tema. É fundamental que esse debate se intensifique, qualquer que seja o desfecho do presente processo de sucessão, pois a Estatuinte soberana, exclusiva e democrática continuará no topo da agenda do movimento universitário.

A Diretoria

 

Matéria publicada no Informativo nº 293