No dia 22/2, a Reitoria da USP e o Sindicato dos Trabalhadores (Sintusp) entraram em acordo quanto à nova sede do sindicato. A gestão M.A. Zago-V. Agopyan vinha tentando desalojar o Sintusp da sede atual, ocupada há décadas pela entidade, sem sequer oferecer-lhe um local alternativo na Cidade Universitária. A solução negociada somente foi possível sob os auspícios do Ministério Público do Trabalho (MPT) e graças à solidariedade que o Sintusp recebeu, demonstrada em dois grandes atos públicos realizados em 15/12/16 e 19/1/17.

Na véspera, a Assembleia Geral do Sintusp considerou insuficiente o local oferecido pela Reitoria, em 26/1, como alternativa à sede atual. Isso porque as salas disponíveis na Prefeitura da Cidade Universitária e inicialmente oferecidas ao Sintusp possuem, somadas, apenas 245m², área bem inferior aos 490m² da sede atual da entidade, situada ao lado do prédio central da Escola de Comunicações e Artes (ECA).

Assim, a Assembleia de 21/2 aprovou uma proposta de ampliação do espaço oferecido e de realização de reformas e adaptações necessárias, proposta que no dia seguinte foi levada pela direção do Sintusp para nova reunião de negociação com a Reitoria e o MPT.

Na reunião de 22/2, a Reitoria assumiu o compromisso de aumentar em 80m² o espaço oferecido ao Sintusp, bem como realizar as reformas de adequação do novo local. O sindicato, então, aceitou a contraproposta e concordou em deixar a sede atual até 10/4. A nova sede deverá ser entregue com todas as adequações até 3/4. 

Creche Oeste

A Creche/Pré-Escola Oeste, localizada ao lado da Prefeitura, também sofre ameaça de despejo. À revelia dos pais e dos funcionários, a Reitoria decidiu fechar e desativar a Cre­che/Pré­Escola Oeste. Em 16/1, comu­nicado da Superintendência de Assistência Social (SAS) anunciou a transferência dos equipamentos, materiais e mobiliários da unidade para a Creche/Pré-Escola Central. A justificativa era de “otimizar os espaços das Creches e Pré-Escolas do campus Butantã”.

No dia seguinte ao comunicado, pais de alunos, funcionários e professores ocuparam a Creche Oeste, mobilizando-se contra o fechamento da unidade. Depois de duas tentativas frustradas de reunião entre a comissão de negociação e o superintendente da SAS, professor Waldyr Jorge, a “Ocupação Creche Oeste Aberta” se mantém ativa.

A transferência das crianças para a Creche Central já ocorreu, mas filhos de funcionárias e estudantes que não conseguiram vaga em uma das creches da USP estão sendo atendidos na Creche Oeste pela Ocupação. Um jantar de solidariedade foi realizado em 15/2 com uma grande participação que incluiu docentes e diretores da Adusp.