foto: Daniel Garcia

No dia 30/11, na sua nova sede, o Núcleo de Consciência Negra (NCN) comemorou três décadas de atividade na USP. Protagonista de lutas históricas contra o racismo institucionalizado da universidade e um dos responsáveis pela surpreendente aprovação de cotas étnicas pelo Conselho Universitário, em julho deste ano, o NCN está ocupando agora algumas salas do antigo prédio do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB).

Fotos: Daniel Garcia

“A ousadia de construir uma entidade preta e de esquerda na Universidade pensada para a elite nunca foi uma tarefa fácil e, ao longo desses trinta anos, muitas batalhas foram travadas”, registrou o convite para o evento. Ao se referir à conquista de cotas a partir de 2018, destacou que “como tantas outras do nosso povo, é fruto não de um herói individual ou da nossa organização isoladamente, mas sim da construção coletiva do movimento negro e parceiros como um todo”.

Participaram da comemoração os professores João Zanetic (IF) e Rosângela Sarteschi (FFLCH), representantes da Adusp; Milton Barbosa, fundador e ativista do Movimento Negro Unificado (MNU); Gerson Rodrigues, coordenador do Centro de Culturas Negras do Jabaquara (CCN); Marcelo Moreira de Jesus, ativista da Ocupação Preta; os estudantes Diogo da Silva Dias e Ian Douglas Miranda de Azevedo, representantes do Ceupes; Adriana Vasconcellos e Dyego Rafael Barbosa Servolo, do Núcleo Negro do mandato do vereador Toninho Vespoli (PSOL); Tatiane Ribeiro, do mandato da vereadora Sâmia Bonfim (PSOL).

Também se manifestaram Hilário Bispo e Rafael Ferreira Silva, ex-coordenadores do NCN; Ricardo de Oliveira Macegossa, ex-aluno e atual professor de história do cursinho popular do NCN; Bárbara Jéssica da Silva Paes, professora de inglês do cursinho popular; Victor Hugo Mendes da Costa, Renata Rodrigues dos Santos e Larissa Vieira do Nascimento, estudantes do cursinho popular.

Depois da rodada de saudações, uma mesa reuniu Jupiara Gonçalves de Castro e Luiz Carlos da Silva, fundadores do NCN, para falar do histórico de fundação da entidade e suas lutas. A comemoração terminou com uma apresentação da cantora Luana Bayô e dos músicos Edvan Mota (percussão) e Ravi Landim (violão).