HRAC desvinculação Hospital Universitário

  • Curso de medicina de Bauru não tem professores para disciplinas básicas, nem investimentos, denuncia integrante do Conselho Universitário na reunião de 11/6

    Neli Wada revelou que a Funcraf devia R$ 5 milhões à USP. Diretor da FOB, Carlos Ferreira dos Santos, nega problemas, mas defende criação de uma faculdade de medicina para administrar o curso: “um diretor seria louco de não querer uma nova unidade, para inclusive desonerar seus dois outros cursos”

    A crise no curso de medicina da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e a situação nada transparente enfrentada pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), conhecido naquela cidade como “Centrinho”, foi abordada na reunião do Conselho Universitário da USP realizada no dia 11/6/2019, em São Paulo. A reunião teve como principal ponto de pauta a discussão do reajuste salarial de 2,2% proposto (e imposto) pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).

    Neli Wada, funcionária do HRAC e representante dos trabalhadores no Co, leu um texto preparado pela comunidade local. Contundente, o documento principia lembrando que, na gestão do reitor M.A. Zago, o Co aprovou a desvinculação do HRAC, “vendendo o hospital de excelência e referência internacional para o governo do PSDB”, ao mesmo tempo em que a nova direção do hospital, a cargo da professora Maria Aparecida Moreira Machado, a Cidinha (atual pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária), se mostrava extremamente autoritária.

    “A turma da FOB, aquela que traiu a comunidade uspiana de Bauru, usou o Centrinho para o governo Alckmin e o ex-deputado Pedro Tobias, para fins eleitoreiros e, é lógico, poder”, disse a dirigente sindical. “Enganaram o povo, pois criaram uma faculdade de medicina usando o HRAC como hospital universitário sem investimentos, sem professores, e uma faculdade de medicina sem médicos. Enganaram os jovens, que acreditaram em um curso de qualidade, que passados seis meses não vingou, pois faltam professores e estrutura. E o que é pior: ninguém para ensinar matérias básicas de um curso de medicina, como anatomia, fisiologia e todos os conceitos das ciências biomédicas”.

    “Nesta semana, no dia 10, apareceu uma ‘bomba’ dentro do Centrinho”, continuou Neli, dirigindo-se ao reitor Vahan Agopyan. “O professor [José] Sebastião, que era o superintendente, reuniu todos os funcionários, reuniu os estudantes, junto com o presidente da Associação Paulista de Medicina, com o secretário de Saúde de Bauru, alguns vereadores, e nesta reunião, realizada no quiosque do centrinho, fez inúmeras denúncias. O professor segundo ele esperava que fossem contratados vinte e cinco professores para a faculdade [o curso] de medicina. Abriram um concurso público e contrataram cinco vagas [sic]. E durante esse concurso o professor denunciou que ele foi muito pressionado para que fossem essas vagas, do concurso público, para os amigos da FOB. Agora vai ter novamente um concurso para seis professores. Nós vamos estar de olho, porque a gente espera que também não sejam as vagas para os amigos da FOB”.

    Outra denúncia feita por José Sebastião dos Santos, segundo o texto lido por Neli, foi de que “existe uma dívida da Funcraf, fundação que em 2013, alegando rompimento de contrato com o hospital, demitiu 227 trabalhadores e ficou devendo grande parte das rescisões contratuais”, prosseguiu a representante dos trabalhadores no Co. “Essa dívida é de R$ 5 milhões. E duas semanas atrás, professor Vahan, é que, não sei por que, começaram a pagar a dívida: R$ 1,2 milhão foram devolvidos ao hospital, ficando o segundo débito, no valor de R$ 3,8 milhões, para a USP receber. E aí eu pergunto: será que só a Funcraf deve para a universidade? Não tem mais nenhuma fundação, instalada dentro da USP, que deva para a universidade?”

    Perseguições e processos contra funcionários

    Ao final da sua intervenção, dirigindo-se expressamente à professora Cidinha e ao professor Carlos Ferreira dos Santos, diretor da FOB (e atual superintendente do HRAC), ambos presentes à reunião do Co, Neli disse esperar que não haja novas punições de funcionários por dizerem a verdade, dando como exemplo os dois processos administrativos de teor persecutório abertos pela atual pró-reitora contra a funcionária Cláudia (não informou o sobrenome).

    Em resposta, o diretor da FOB disse que a unidade e a Reitoria “têm empenhado todos os esforços” no desenvolvimento do curso de Medicina, iniciado em 2018. Disse que já foram investidos cerca de R$ 1 milhão na estruturação do curso, com compra de equipamentos e livros específicos. “A contratação de professores estava a cargo do coordenador e agora assumimos, como diretor e vice-diretor, professor Guilherme [Pereira Janson], a gestão desses concursos. Tanto é verdade que amanhã [12/6], na reunião da Congregação, serão aprovados editais para sete vagas, sendo seis vagas em RTC e uma em RDIDP.

    Ainda segundo o diretor Santos, um concurso que aconteceria na semana passada “não aconteceu porque a banca declinou, inclusive o coordenador, que fazia parte da banca, mas imediatamente a nossa Congregação conseguiu deliberar uma nova comissão”. Porém, explicou, a candidata se manifestou dizendo que está no exterior e não participará do concurso, agendado para o final de junho. “Então obviamente tomaremos as providências para o preenchimento também desta vaga”.

    Santos propôs ao Co a criação de uma nova unidade para assumir o curso de medicina de Bauru. “Queremos dizer que a FOB é quem mais apoia a criação de uma nova unidade, a Faculdade de Medicina. Até mesmo porque, como acabei de dizer, perante todos esses conselheiros, quem paga a conta do curso de medicina é a FOB. Então um diretor seria louco de não querer a criação de uma nova unidade, para inclusive desonerar seus dois outros cursos”.

    Assista à integra da reunião do Co.

  • USP descumpre acordo e não apresenta plano de reestruturação do HU

    Em reunião no Ministério Público, representantes da universidade e do hospital não levaram proposta que um grupo de trabalho constituído pela Reitoria deveria formular e alegaram que ainda não começaram a ser feitos os repasses da verba extra de R$ 40 milhões para contratação de pessoal. Promotor vai pedir esclarecimentos à Secretaria da Fazenda. Para Coletivo Butantã na Luta, “a única coisa que a USP faz é criar meios de protelar o processo”

    A expectativa de apresentação de um plano de reestruturação do Hospital Universitário (HU) por parte da USP, com a utilização da verba extra de R$ 40 milhões aprovada pela Assembleia Legislativa de São Paulo para a contratação de pessoal, foi frustrada na reunião convocada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) na última sexta-feira (29/3).

  • USP assume compromisso de contratar pessoal para o Hospital Universitário

    No dia 29/3 a universidade deve apresentar documento com proposta de reestruturação do hospital-escola. Até lá, representantes do Coletivo Butantã na Luta serão recebidos pela Superintendência do HU para discutir os termos do plano. Os compromissos foram assumidos pela Reitoria em reunião no Ministério Público, em 1º/2

    A Reitoria da USP comprometeu-se a criar um plano de contratação de funcionários para o Hospital Universitário (HU), com a garantia de que os trabalhadores não serão contratados via organização social (OS), mas diretamente pela universidade. Além disso, comprometeu-se também a destinar ao HU a verba adicional de R$ 40 milhões aprovada na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para 2019.

  • Coletivo Butantã na Luta quer formalizar Termo de Ajustamento de Conduta sobre HU

    Movimento teve primeira reunião com novo superintendente do hospital e organiza manifestação na próxima sexta-feira, quando está agendado encontro no Ministério Público para discutir plano de reestruturação da instituição

    O coletivo Butantã na Luta reuniu-se na manhã desta segunda-feira (28/1) com o novo superintendente do Hospital Universitário (HU) da USP, Paulo Ramos Margarido, que assumiu o cargo no início de 2019. Também participaram da reunião três assessores da direção do hospital e representantes do Sintusp e do Centro Acadêmico Oswaldo Cruz (CAOC), da Faculdade de Medicina (FM).

  • USP não apresenta proposta para contratações no HU — e promotor de justiça ameaça processar o reitor Vahan Agopyan por improbidade administrativa

    “Esse dinheiro dosroyalties é recurso novo.A USP recebeu R$ 67 milhões, dos quais R$ 48 milhões deveriam ter sido aplicados no HU e não foram. A universidade não está se dando conta da gravidade de não cumprir a lei”, diz o promotor Arthur Pinto Filho, do Ministério Público. A Reitoria foi convocada para nova reunião com MP e deputados para discussão do orçamento de 2019, em 17/12

    A USP não apresentou nenhuma proposta concreta sobre a utilização dos R$ 48 milhões oriundos dos royalties do petróleo para contratação emergencial de pessoal para o Hospital Universitário (HU). Em reunião realizada nesta quarta (12/12) no Ministério Público de São Paulo (MP) com promotores e membros do Coletivo Butantã na Luta, os representantes da universidade informaram que “existem alguns projetos em análise”, mas que “é necessário estudar sua viabilidade”. Comunicaram ainda que foi criada uma comissão que vai formular uma proposta a respeito no prazo de noventa dias.

  • Reitoria compromete-se a apresentar proposta de contratações emergenciais para o HU

    Criou-se a possibilidade de negociação”, declarou o promotor de justiça Arthur Pinto Filho, do Ministério Público, após reunião nesta quarta-feira (21/11). “Seria muito doloroso abrir uma ação judicial contra o reitor e a USP. Isso é tudo o que não queremos fazer”

    No próximo dia 12/12 a USP deve apresentar ao Ministério Público (MP) de São Paulo e ao Coletivo Butantã na Luta uma proposta para contratação emergencial de pessoal para o Hospital Universitário (HU). O compromisso foi firmado em reunião realizada nesta quarta-feira (21/11) na sede do MP, sob a coordenação do promotor Arthur Pinto Filho. “Acredito que houve um avanço importante nessa reunião”, avalia o promotor.

  • Alesp derruba veto do governador à verba destinada à contratação de pessoal no HU

  • Posse de Zago na Fapesp traz preocupação com autoritarismo e critérios de avaliação

    foto: Daniel Garcia

  • Dossiê HU: Estão atacando o Hospital da USP

  • Estudantes da USP e moradores do Butantã montam acampamento em defesa do HU

    foto: Daniel Garcia

    Desde 30/8, estudantes e moradores da região do Butantã estão acampando em frente ao Hospital Universitário (HU) para resistir ao desmonte de seus serviços. Trata-se de uma iniciativa conjunta do Diretório Central dos Estudantes (DCE-Livre “Alexandre Vannucchi Leme”), Coletivo Butantã na Luta, Associação dos Docentes (Adusp) e Sindicato dos Trabalhadores (Sintusp).

  • “Encontro de Professores 2018”

    foto: Daniel Garcia

    Únicas novidades foram a crítica do superintendente do HU à proposta de desvinculação e o anúncio de acordo entre USP e Prefeitura de São Paulo para construção de uma UPA no Butantã, em terreno cedido pela universidade

    O “Encontro de Professores da USP 2018” aconteceu na manhã do dia 22/8, com a participação dos professores Luiz Bevilacqua, ex-reitor da Universidade Federal do ABC (UFABC), Fábio Frezatti, vice-presidente da Comissão de Orçamento e Patrimônio (COP) e diretor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA), Luiz Eugênio Garcez Leme, superintendente do Hospital Universitário (HU), e Marcílio Alves, presidente da Câmara de Atividades Docentes (CAD) e representante dos Professores Associados no Conselho Universitário (Co).

  • Alesp corrige emenda para viabilizar a destinação de R$ 48 milhões para HU

  • Na Alesp, inquirido por deputados e manifestantes sobre emenda para HU, Vahan opta por subterfúgios

    Convocado a prestar contas sobre sua gestão, o reitor da USP, Vahan Agopyan, compareceu no dia 16/5 ao auditório da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informação da Assembleia Legislativa (Alesp), quando foi questionado por deputados e por membros do Coletivo Butantã na Luta, da Adusp e do Diretório Central dos Estudantes a respeito da situação de quase colapso do Hospital Universitário (HU) e do descaso da Reitoria frente à aguda insuficiência de pessoal.

  • Movimento pelo HU confronta tergiversações do reitor

    foto: Daniel Garcia

    Adusp, Sintusp, DCE, os centros acadêmicos dos cursos de Saúde e o Coletivo Butantã na Luta, de moradores da região, organizaram um protesto e um simpósio pela defesa do Hospital Universitário (HU) na segunda semana de maio. As atividades reagem à postura evasiva do reitor Vahan Agopyan, que até agora não garantiu a aplicação da emenda orçamentária de R$ 48 milhões apro­vada na Alesp, em dezembro de 2017, como recurso adicional ao Orçamento da USP, destinado à contratação de funcionários para o HU. Ele alega “ingerência externa” na autonomia da universidade.

  • Superintendente do Hospital Universitário recebe em audiência GT Saúde da Adusp

    O Grupo de Trabalho de Saúde da Adusp (GT Saúde) foi recebido em audiência, no dia 5/4/2018, pelo superintendente do Hospital Universitário da USP (HU), professor Luiz Eugênio Garcez Leme (FM), e por seus assessores Walter Cintra Peneira Júnior (médico do IOT/HC), Luiz Eduardo (Divisão Médica), Paulo Francisco Ramos Margarido (FM), Dalton Luiz de Paula Ramos (FO) e Lucy Christine Maeda Hirata (médica reumatologista do HU).

  • Nota de repúdio à nomeação de Marco Antonio Zago como secretário estadual da Saúde

    A Diretoria da Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo vem a público manifestar seu mais veemente repúdio à investidura do ex-reitor M. A. Zago no cargo de secretário estadual da Saúde.

  • Audiência com o Reitor

    Foto: Adriana Cruz / Assessoria de Imprensa da USP

    O reitor Vahan Agopyan recebeu em 26/3, na Reitoria, a Diretoria da Adusp, representada pelos professores Rodrigo Ricupero, Ivã Gurgel e Michele Schultz, respectivamente presidente, primeiro vice-presidente e segunda vice-presidente. Pela Reitoria estavam presentes, ainda: o vice-reitor Antonio Carlos Hernandes; o pró-reitor e a pró-reitora adjunta de Graduação, Edmund Baracat e Maria Vitória Lopes Badra Bentley; os pró-reitores adjuntos de Pós Graduação, Márcio de Castro Silva Filho, e de Cultura e Extensão Universitária, Margarida Maria Krohling Kunsch; o chefe de Gabinete, Gerson Tomanari, e o coordenador executivo do Gabinete, Thiago Liporaci. A reunião transcorreu em clima cordial e foi acompanhada pela assessoria de imprensa da Reitoria.

  • Salários, reposição de docentes e HU dominam os debates na primeira reunião do Co em 2018

    A necessidade de reajuste salarial para repor as perdas sofridas nos últimos anos, a questão da alarmante redução do corpo docente efetivo (revelada pela Adusp) e o colapso do Hospital Universitário (HU) foram os principais tópicos dos debates realizados na primeira reunião do Conselho Universitário (Co) de 2018, realizada em 13/3. Os representantes discentes destacaram as questões relacionadas à permanência estudantil, em vista de ser este o primeiro ano de vigência das cotas étnico-sociais. Por outro lado, mais de duas horas da reunião foram tomadas pela indicação de candidatos às comissões permanentes (COP, CLR, CAA e Comissão de Ética) e subsequente votação, bem como pela homologação dos nomes dos pró-reitores.

  • Reitor nega-se a receber abaixo-assinado em defesa do Hospital Universitário

    foto: Daniel Garcia

    Centenas de pessoas participaram de nova manifestação em defesa do Hospital Universitário da USP (HU), iniciada na manhã do dia 2/3 com o objetivo de entregar ao reitor Vahan Agopyan o abaixo-assinado com mais de 50 mil assinaturas pela imediata reativação do hospital. O protesto foi organizado pelo Coletivo Butantã na Luta, Adusp, Sintusp e Diretório Central dos Estudantes. Apesar da mobilização, o reitor recusou-se a receber pessoalmente o abaixo-assinado e escalou um assessor para representá-lo. Os manifestantes, por sua vez, não aceita­ram entregar o documento, exigindo a presença de Agopyan.

  • Nova manifestação popular em 2/3 exigirá que Agopyan aplique emenda da Alesp e reative HU

    foto: Daniel Garcia

    Reitoria receberá um abaixo-assinado com mais de 50 mil assinaturas em defesa do Hospital Universitário da USP

    Um grande ato público em defesa do Hospital Universitário da USP (HU) está previsto para a próxima sexta-feira, 2/3, a partir das 10 horas. A concentração inicial será no Portão 3 da Cidade Universitária (próximo à Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia). Os manifestantes, convocados pelo Coletivo Butantã na Luta, Adusp, Sintusp e Diretório Central dos Estudantes, caminharão até a Reitoria, onde pretendem ser atendidos pelo reitor Vahan Agopyan, cujas diretrizes para o hospital vêm sendo fortemente contestadas por essas entidades.