alt
Professora Beatriz Fétizon

Beatriz Alexandrina de Moura Fétizon, professora aposentada da Faculdade de Educação da USP, não gosta da denominação formal de “professora inativa”. “Eu me considero aposentada, porém não inativa. Aliás, eu costumo dizer que viver não é estar respirando em bomba de oxigênio, mas agir. Eu estou aposentada, mas estou viva, e de qualquer maneira estou ligada à universidade porque foi meu trabalho, minha vida”, diz Beatriz, que se aposentou em 1992 mas mantém sua participação em bancas examinadoras de pós-graduação na USP — e continua filiada à Adusp.

Segundo a professora da FE, é muito importante estar filiada para receber orientações do sindicato da categoria: “De repente, posso ter o problema de não saber alguma coisa, de haver algo que não tenha caminhado bem, de existir alguma coisa nos meus papéis que eu não entenda, e eu posso procurar a Adusp para ter orientação”.

“Leio tudinho”

A professora Helga Maria Mazzarolo Cruz, que lecionou na Faculdade de Medicina de 1971 a 2000, não viu motivo para se desfiliar quando se aposentou. “Eu não podia tirar minha filiação. Estou aí há tantos anos e não tem por que me desfiliar, só por causa de um pouco de dinheiro com que eu contribuo. Além disso, quero continuar recebendo os materiais. Eu gosto de receber os materiais da Adusp, gosto do jornal, leio tudinho. É importante se manter informado sobre o que acontece na universidade”, conta a professora.

Helga também avalia que algumas das lutas da entidade estão relacionadas aos aposentados. Espera, assim, que “qualquer reajuste que a Adusp consiga seja extensivo também a aposentados”.

 

Matéria publicada no Informativo n° 255