Nesta sexta-feira, 10/6, funcionários e professores do Centro Paula Souza (Ceeteps) em greve realizaram uma assembleia de avaliação do movimento, no campus da Fatec São Paulo. Nas falas dos presentes, ficou patente uma grande indignação da categoria com a postura do governo de São Paulo com a educação pública do estado, em especial com a educação técnica e tecnológica.

A avaliação teve dois focos centrais:

  1. O movimento vem sendo marcado pela truculência da Superintendência do Ceeteps e do governo Alckmin, que não têm poupado medidas repressivas e de intimidação nas unidades em luta (substituição de grevistas, corte de ponto etc), e até a divulgação de inverdades.
  2. A força da mobilização é a única responsável pela movimentação do governo Alckmin, que se viu forçado a divulgar um reajuste (11%) e a apresentar medidas como a progressão automática para docentes nas faixas iniciais da carreira, bem como o anúncio de “promessas” de novas medidas para os funcionários até 20/6. A avaliação é que tais medidas são totalmente insuficientes frente ao enorme arrocho salarial que se abate sobre a categoria, mas que só vieram a partir do momento em que a categoria soltou a voz e foi à greve.

A assembleia aprovou a realização de um ato público na segunda-feira, 13/6, em frente à Secretaria de Desenvolvimento. Nesse mesmo dia, havia previsão de nova negociação com o governo.

 

Informativo n° 327