O reitor da Unifesp, Walter Albertoni, recebeu em 27/6 um grupo de estudantes do campus Guarulhos que, em 14/6, foi palco de mais uma violenta ação de soldados da Polícia Militar. Segundo relatos, a reunião foi demorada e o reitor ouviu atentamente os alunos.

Uma das principais preocupações dos vinte e dois estudantes presos naquela ocasião, e agora processados criminalmente, é que seja retirada a acusação de “formação de quadrilha”. O reitor teria mostrado disposição para fazer gestões nesse sentido. Outras reivindicações, como moradia estudantil e melhor acesso ao transporte coletivo, continuarão em debate. Nova reunião foi marcada para 2/7.

Anteriormente, Albertoni omitiu-se quanto aos acontecimentos em Guarulhos, onde vinha se deteriorando a relação entre estudantes e a coordenação do campus, em razão das precárias condições e de seguidos conflitos. Novo protesto, em 14/6, levou a coordenação a chamar a PM. Em reação a vaias e gritos hostis, os soldados praticamente arrancaram uma estudante do local onde se encontrava com os colegas, e depois retiraram-se, lançando bombas de gás e atirando nos outros estudantes com balas de borracha.

“Polícia Militar não combina com educação, com universidade._Nunca deu, não dá e nunca dará certo. Tivemos recentemente na USP casos também lamentáveis. A universidade é o espaço do pensamento livre, da crítica, do debate, do diálogo”, declarou o professor Luís Leduíno, pró-reitor de Assuntos Estudantis da Unifesp (Viomundo, 17/6). 

A Adusp emitiu nota a propósito do incidente, em que “condena o reiterado uso da força, por parte da Secretaria de Segurança do Estado de São Paulo, a quem se subordina a PM, contra o movimento social em geral e o movimento estudantil em particular”.

 

Informativo nº 348