Expressamos nosso profundo pesar pela perda dos acervos históricos e científicos do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a mais antiga instituição de pesquisa do país, no incêndio na noite de domingo, 2 de setembro. Não foram apenas 200 anos de história que viraram cinzas, mas muita dedicação profissional e pessoal, pesquisas acadêmicas e científicas em diversas áreas (antropologia, astronomia, geologia, zoologia, paleontologia, etnologia etc). As perdas são incalculáveis e irreparáveis. 
Nossa solidariedade a todos os servidores e estudantes que trabalham e desenvolvem pesquisas no Museu Nacional, pois foram estes os primeiros a denunciarem o descaso público dos governos federais em relação à infraestrutura e edificação do prédio do Museu Nacional. O incêndio é reflexo direto da crise politica do Brasil, com sucessivos cortes orçamentários na educação, pesquisa e ciência e tecnologia, sob a sombra da política de austeridade da EC 95/2016, a EC do Teto dos Gastos. Claramente o atual governo federal e as gestões anteriores não deram a devida atenção ao Museu Nacional e aos demais museus do país, que são fonte de desenvolvimento de pesquisa, cultura e entretenimento para a sociedade brasileira.
 
Por fim é importante registrar a atuação heróica dos pesquisadores da instituição, que em meio à tragédia arriscaram a própria vida para salvar o que fosse possível, simbolizando nesse ato extremo a luta em defesa da pesquisa nacional, vítima de um processo de destruição deliberado, do qual o incêndio do Museu Nacional é um símbolo brutal.
 

Mais imagens do incêndio que consumiu o Museu Nacional no Rio de Janeiro