A negociação das emendas à LDO-2007 entre os deputados estaduais tem enfrentado resistências. Segundo o deputado Renato Simões (PT), vice-presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, o processo de votação pode inclusive avançar durante o mês de julho.

Simões diz existir hoje, na Alesp, uma pulverização dos votos no que se refere às emendas para a educação pública estadual. Segundo o deputado, além da divergência mais evidente entre o bloco da oposição e o da base do governo, há deputados de alguns partidos, como o PFL, PDT, PSB e PV, que têm uma posição diferenciada. “Há diálogo com esse bloco no sentido de avanço, mas eles não aceitam a íntegra das emendas”, diz Simões.

Durante as negociações, segundo o deputado, muitos parlamentares utilizam a proposta do Cruesp, de 10,0339%, para argumentar contra a proposta do Fórum das Seis. Para Simões, as negociações avançariam se ao menos um ponto intermediário fosse acordado. “Seria muito importante se os reitores se unificassem com a proposta de 10,5%”, completa.

Outro ponto relevante no contexto da disputa da LDO mencionado por Simões é a posição do relator da LDO, o deputado Edmir Chedid (PFL). Durante a audiência, o relator mostrou-se receptivo às reivindicações do setor educacional e rebateu a colocação de uma manifestante de que os deputados prometem muito, mas não trabalham de fato para os interesses da população. “Isso você não fala para mim. Vai falar para eles lá, mas não para mim”, disse Chedid, apontando para os corredores da Alesp.

Na avaliação de Simões, o trabalho do relator é bastante positivo para as reivindicações do movimento educacional, e a atenção com que Chedid tem acompanhado as audiências públicas seria um exemplo disso. “O deputado relator precisa sentir que [as reivindicações] têm lastro na sociedade e na bancada”, conclui.

 

Matéria publicada no Informativo nº 216