A Adusp Regional foi uma das organizadoras do protesto contra a PEC 241 realizado na noite de 17/10 na Esplanada do Teatro Pedro II, em Ribeirão Preto, com a participação de entidades e grupos. Os vários oradores relacionaram a PEC 241 à orientação geral do bloco político conservador que assumiu o governo federal por meio do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e da posse do vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Não à PEC 241
Não à PEC 241
Não à PEC 241

“Nós estamos vivendo um avanço brutal do setor privado sobre a educação básica. A educação básica brasileira hoje é um campo de negócios de interesse global. São grandes corporações, são grandes negócios que são travados, usando nossos meninos e meninas como ferramentas de lucro”, disse a professora Teise de Oliveira Garcia (FFCLRP). “Não é à toa que o Instituto Unibanco é grande parceiro” nessa empreitada.

O professor da rede municipal Leonardo Sacramento argumentou que a Constituição de 1988 “está sendo despedaçada” em nome de uma política que procura reformar o mundo do trabalho e valorizar o capital. “Este é o fundamento não só da PEC 241, mas de todas as políticas econômicas e políticas públicas que estão sendo cons­truídas nos últimos anos e de modo mais assertivo com o novo governo Temer”.

Traição

“O Brasil está vivendo um golpe, uma traição, porque as políticas que estão sendo implementadas não foram aquelas aprovadas pela população. E o exemplo maior é a PEC 241, que simplesmente vai congelar por vinte anos o futuro do Brasil”, declarou ao final do ato o professor José Marcelino de Rezende (FFCLRP).

Especialista em educação infantil, a professora Bianca Correia (FFCLRP) destacou o impacto negativo na expansão das creches, que hoje atendem apenas 30% das crianças de zero a 3 anos. “Com a PEC, perdendo mais recursos, a gente não vai conseguir ampliar esses direitos, que são das crianças e das mulheres traba­lha­doras, que precisam dessa instituição”.

“É o começo de um grande movimento”, comentou a atriz Anna Carlomagno, uma das organizadoras do ato. “Não podemos ser manipulados pela mídia. Precisamos estudar. Temos que ser politizados e unidos. Estamos juntos. Fora Temer!”. Outro participante da área cultural foi o cantor e poeta Evandro Navarro, do Coletivo Fuligem.

Informativo nº 426