A Adusp realizou na terça-feira, dia 2/6, um novo debate sobre a reforma da carreira docente na USP. A atividade, no Anfiteatro da Geografia, contou com a presença dos professores Carlos Eduardo Corbett, da FMUSP, e Adrián Fanjul, da FFLCH. A mobilização contrária à mudança na carreira docente é um dos eixos da greve deflagrada na última quinta-feira.

Ao delinear um panorama histórico sobre a carreira docente, Corbett atentou para seu significado – associado ao tripé ensino, pesquisa e extensão. Fanjul, por sua vez, destacou o fato de a produção ser tomada como principal medida de avaliação, e terminou por problematizar o próprio conceito de produção, bem como os parâmetros empregados para mensurá-la.

Ao longo do debate, as intervenções se focaram na compreensão do papel da carreira, entendendo que, ao pensá-la, pensa-se a própria universidade. Nesse sentido, a carreira docente não deve ser balizada por critérios produtivistas, mas sim acadêmicos, que dêem conta das diferenças inerentes às várias áreas do conhecimento.

Mandado de segurança

Reunidos em Assembléia em 29/4, os professores decidiram encaminhar um recurso ao Conselho Universitário, com a finalidade de obter a anulação das mudanças introduzidas na carreira docente na sessão de 4/3 do colegiado.

A diretoria e o departamento jurídico da Adusp já prepararam o recurso, que foi encaminhado para que seja incluído na pauta da reunião do Co de 30/6. Por deliberação da Assembléia de 26/5, caso o recurso não seja incluído na pauta, a diretoria da Adusp está autorizada a entrar com mandado de segurança pela anulação da mudança na carreira docente.

 

Matéria publicada no Informativo nº 284