“O lema e bandeira do Sintusp este ano é ‘Todos terão que voltar’”, diz Magno de Carvalho, diretor do Sindicato, fazendo referência à demissão sem aviso prévio, em janeiro de 2011, de 270 funcionários aposentados que continuavam trabalhando na universidade. A atitude da Reitoria espantou e indignou muitos trabalhadores que, ao retornarem do recesso de fim de ano, subitamente tiveram seus cartões funcionais e equipamentos de trabalho bloqueados.

Contudo, está ocorrendo a reintegração gradual, por decisões judiciais, dos funcionários demitidos que impetraram processos contra a Reitoria.

“Não temos o número de pessoas que já foram reintegradas, mas estamos ganhando alguns casos na justiça, principalmente nas cidades dos campi do interior, já que na capital [São Paulo] a influência do [reitor Grandino] Rodas no judiciário é muito grande”, diz Carvalho. 

Procurado pelo Informativo Adusp, o Departamento de Recursos Humanos (DRH) da Universidade não respondeu à solicitação de informações sobre os funcionários que já foram reintegrados desde as demissões. O órgão repassou o pedido à Procuradoria Geral, que, até o fechamento desta edição, não encaminhou nenhum dado. 

“O que está em jogo é o projeto de terceirização da universidade. Para chegarem lá, vão tentar demitir os grupos mais fragilizados, que escapam da estabilidade. Considerando o recebimento do quin­quênio e da sexta parte após 20 anos de trabalho, demitir os mais velhos significou demitir o funcionário que tem maior salário, que é mais caro para a Universidade”, avalia o diretor do Sintusp.

 

Informativo nº 355