A mobilização do funcionalismo público contra o projeto de lei complementar (PLC) 26/2021, que retira ou reduz diversos direitos do funcionalismo público estadual, prosseguiu ao longo de terça-feira, 28/9, na Assembleia Legislativa (Alesp), com ato presencial e tuitaço. No final da noite, o bloco de parlamentares contrários ao projeto de autoria do governo João Doria-Rodrigo Garcia (PSDB) — considerado uma “minirreforma administrativa” por guardar algumas semelhanças com a PEC 32/2020 do governo federal — obteve nova vitória depois de obstruir a votação em plenário, quando a presidência da casa se viu obrigada a adiar a votação para o dia 5/10.

“Acompanhei das 19h até este momento a discussão sobre a PLC 26. Depois de algum tempo, por um acordo de líderes, foi suspensa a discussão, que voltará a ser feita daqui a uma semana, tempo esse que teremos para chamar, convocar todo o funcionalismo público para conversar com os deputados, para que eles possam ser convencidos a votar contra o PLC 26”, relatou o presidente da Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp), professor João Chaves, em áudio gravado logo depois da meia-noite.

O primeiro ato presencial do funcionalismo público contra o PLC 26/2021 ocorreu em 21/9 e conseguiu impedir que a matéria fosse votada naquele mesmo dia, como planejava o deputado Carlão Pignatari (PSDB), presidente da Alesp e fiel cumpridor de ordens do governador. Quem quiser juntar-se aos esforços contra a aprovação do projeto encontrará subsídios no site Na Pressão, que oferece material para envio aos (às) parlamentares estaduais para envio nas redes sociais. A Frente Paulista em Defesa dos Serviços Públicos tem organizado tuitaços todas segundas e terças-feiras contra todas as propostas que visam retirar direitos do funcionalismo. Acompanhe as redes sociais da Adusp para participar da mobilização.

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