A Frente Fora Bolsonaro e as centrais sindicais decidiram que os atos do Fora Bolsonaro devem unificar-se à luta do povo negro, reforçando a convocação e a orientação à participação de toda a militância e organizações nas manifestações convocadas pelo movimento negro para este sábado, 20 de novembro, Dia da Consciência Negra.

Integrado à luta, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) convida as seções sindicais a ampliar sua participação nas ações de mobilização nos Estados e também com representações para os atos em Brasília.

O Andes-SN considera que o #20NForaBolsonaroRacista é uma construção coletiva e deve ser incorporado pelo sindicato como pauta para os atos da campanha Fora Bolsonaro.

Até a tarde desta sexta-feira (19/11), estava confirmada a realização de atos em 96 cidades do Brasil e em pelo menos outros nove países.

Nas cidades em que há campi da USP, estão programadas manifestações na Avenida Paulista, na capital, a partir das 12h; no Mercadão de São Carlos, a partir das 9h; e na Comunidade Nazaré Paulista, em Ribeirão Preto, a partir das 9h.

Andes-SN abre queixa-crime contra agressão racista em Brasília

Na última quarta-feira (17/11), dirigentes do Andes-SN prestaram depoimento na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes por Discriminação Racial, Religiosa, ou por Orientação Sexual, ou contra a Pessoa Idosa ou com Deficiência (Decrin), em Brasília, sobre o caso de racismo que servidora(e)s pública(o)s sofreram na véspera durante manifestação no aeroporto de Brasília.

“ Repassamos o que aconteceu, com detalhes importantes que caracterizam o que nós já sabemos politicamente, que não é uma ação deliberada contra o movimento, mas sim uma ação racista”, disse Rosineide Freitas, 2ª vice-presidenta da Regional Rio de Janeiro do Andes-SN, de acordo com notícia publicada no site da entidade.

Na manhã da terça-feira (16/11), Zuleide Queiroz, 2ª vice-presidenta do Andes-SN, e outra(o)s servidora(e)s realizavam um ato contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020, projeto encaminhado ao Legislativo pelo governo federal que desestrutura o serviço público brasileiro. Enquanto falava sobre a importância do Dia da Consciência Negra e cobrava respostas para a solução do assassinato de Marielle Franco, Zuleide foi atingida por lixo jogado no local por um homem ainda não identificado.

Em nota publicada nesta quinta-feira, a entidade destaca que uma queixa-crime foi aberta por racismo na Decrin, exigindo a apuração dos fatos. A nota ressalta a trajetória do sindicato, que há 40 anos constrói uma agenda de lutas e, ao longo do tempo, incorporou questões e pautas do movimento negro, como adoção de cotas raciais, cartilhas de orientação à categoria na luta contra o racismo e de denúncia do racismo institucional e estrutural nas instituições de ensino

 
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