Dezenas de cidades em todo o país registraram no último sábado (4/12) manifestações organizadas por mulheres das entidades que compõem a Campanha Nacional Fora Bolsonaro. Sob o mote #4DBolsonaroNuncaMais, os atos defenderam o impeachment do ex-capitão.

Representação da Adusp na Avenida Paulista
Performance remeteu à devastação ambiental no governo Bolsonaro

Marcha Mundial das Mulheres

Manifestação em Mossoró (RN) fez referência aos aumentos no custo de vida

Francisco Alves

Em Cuiabá (MT), ato se uniu à Marcha do Orgulho LGBTQIA+

Conforme diz o manifesto nacional de convocação dos atos, “o impeachment é uma necessidade urgente para punir Bolsonaro por seus vários crimes e para melhorar a vida do povo”. “Somos muitas, somos milhões e de todos os cantos desse país. Nós nunca saímos das ruas contra Bolsonaro e nelas continuaremos em defesa das nossas vidas”, conclamava o texto. Os protestos foram uma retomada do #EleNão de 2018.

Em São Paulo, o ato foi realizado na Avenida Paulista e contou com representação da Adusp. Docentes também participaram das manifestações em Ribeirão Preto e Piracicaba, com ênfase para as pautas de combate ao feminicídio, ao machismo, ao genocídio da população negra e pobre (“vidas negras importam!”) e ao ecocídio.

Luka Franca, jornalista e integrante da coordenação estadual do Movimento Negro Unificado (MNU) de São Paulo, afirmou ao jornal Brasil de Fato que os atos deram a largada para a construção do 8 de março do próximo ano ao marcar que “as mulheres nunca saíram das ruas e estão construindo o ‘Bolsonaro Nunca Mais’ contra não só o presidente, mas contra todo o programa que ele significa”.

Rita Andrade, do Levante Feminista Contra o Feminicídio, disse à reportagem do Brasil de Fato que o governo federal vem promovendo um imenso desmonte nas políticas públicas que estavam gerando avanços sociais significativos para a população brasileira, o que impactou fortemente as mulheres.

“As mulheres negras, as mulheres periféricas, indígenas são ainda mais atingidas nesse cenário”, considera. As manifestações do último sábado foram “mais uma forma da gente dizer em conjunto que tem que dar um basta para este governo, que não existe a menor possibilidade de seguir com esse governo nefasto, genocida, ecocida”. “Um governo que vem matando as mulheres, vem matando nossos filhos, a população negra, um governo que não cuida do povo brasileiro”, concluiu.

Quarta-feira é dia de luta contra a reforma administrativa

Nesta quarta-feira (8/12), as centrais sindicais e entidades do funcionalismo público em todos os níveis realizarão o Dia Nacional de Luta contra a Reforma Administrativa. Em São Paulo, o ato ocorre na Praça da República, às 16h.

As manifestações em todo o país reforçam a mobilização ininterrupta que há quase cinco meses a(o)s trabalhadora(e)s do serviço público mantêm em Brasília para pressionar a(o)s parlamentares a votar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020, o pacote da contrarreforma administrativa enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional.

Além dos atos da quarta-feira, também está sendo preparado um protesto no próximo sábado (11/12) em frente à casa do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), em Maceió. O objetivo é pressionar Lira a engavetar a PEC 32.

O projeto desestrutura os serviços públicos, introduz novas formas de contratação de servidora(e)s, favorecendo compadrio e apadrinhamento, retira direitos do funcionalismo e atinge em cheio a população ao possibilitar privatizações e dificultar o acesso a direitos.

No site Na Pressão, é possível ver quais são a(o)s parlamentares favoráveis e contrários ao projeto e também ter acesso a todos os contatos — telefone, e-mail e mídias sociais — para o envio de mensagens.

Semana em Defesa da Educação Pública

No decorrer desta semana haverá uma série de atividades em defesa da educação pública, em Brasília e outras cidades, organizadas por um importante grupo de entidades sindicais e estudantis ligadas ao setor: Andes-Sindicato Nacional, Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), Federação Nacional dos Estudantes em Ensino Técnico ( Fenet), União Nacional dos Estudantes (UNE) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES).

Nesta terça-feira (7/12), às 18 horas, uma live discutirá os cortes realizados no Orçamento da União e o reordenamento dos institutos e universidades federais. Nesta quarta-feira (8/12), durante o dia, serão promovidas intervenções políticas com a finalidade de explicar à população o potencial destrutivo da PEC 32/2020 no tocante à educação pública.

Na quinta-feira (9/12), haverá rodas de conversa nas seções sindicais do Andes-SN em diferentes pontos do país, além de atividades culturais e artísticas. Às 15h00, em Brasília, uma roda de conversa será realizada em frente ao prédio do MEC. Na sexta-feira, em Ceilândia, na Região Administrativa do Distrito Federal, será exibido o filme Abraço , com panfletagem e grafitagem na Praça do Cidadão.

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