Música anima protesto por Moïsi e emociona Avenida Paulista

Fotos e vídeo: Daniel Garcia

 

 

 

 

 

 

No último sábado (5/2) pela manhã, milhares de pessoas compareceram ao MASP, na Avenida Paulista, para participar do ato de repúdio ao assassinato de Moïse Mugenyi Kabagambe, jovem trabalhador congolês assassinado em 24/1 no quiosque Tropicália, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Mais de vinte outras manifestações de protesto contra o crime estavam previstas para ocorrer nesse mesmo dia no Brasil e no exterior (Londres e Berlim).
 
Organizado por entidades de movimentos negros e movimentos sociais, o ato contou com a participação de centenas de migrantes de diversas nacionalidades e com o apoio de sindicatos e de ativistas como Gegê, liderança do movimento sem-teto. A Adusp e o Andes-Sindicato Nacional se fizeram representar. Parlamentares como os deputados federais Ivan Valente (PSOL) e Carlos Zaratini (PT) e o vereador Eduardo Suplicy (PT) compareceram para expressar solidariedade.
 
A Polícia Militar deslocou um grande contingente, incluindo cavalaria, para a Avenida Paulista, cujo trânsito foi bloqueado. O ato transcorreu sem qualquer incidente expressivo. Oradores e cantores revezaram-se no microfone, mesclando fortes discursos de denúncia, canções de protesto e ritmos africanos. No final, porém, os organizadores decidiram marchar em direção à Praça da República, o que não estava previsto inicialmente.
 
Por volta das 14h00, a marcha conseguiu se deslocar do MASP até a Consolação, mas a PM decidiu bloquear essa via e impedir que os manifestantes seguissem em direção à República. Nesse momento, diversas viaturas do Choque protagonizaram um episódio pertubador, ao ingressarem na rua Bela Cintra na contramão e em alta velocidade, ziguezagueando na pista, em direção à avenida Paulista. 
 
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