O Fórum das Seis — que reúne as entidades sindicais e estudantis da Unesp, Unicamp, USP e Centro Paula Souza — publicou nota política nesta quinta-feira (2/6) na qual alerta que “as manifestações públicas do atual presidente da República, de seguidas ameaças ao processo eleitoral em curso, ainda que possam soar como bravatas, nos cobram atenção”.

Essas manifestações “se juntam às centenas de falas racistas, machistas e homofóbicas do ocupante do Planalto após sua eleição, mas, assim como elas, as ameaças ao processo democrático também não podem cair no mero anedotário”. Por trás delas, prossegue a nota, “flui um largo conjunto de ataques ao meio ambiente, aos direitos sociais e das minorias, à pesquisa, à ciência, aos sindicatos e aos movimentos sociais”.

“Os mais de 660 mil mortos pela pandemia de Covid-19, no rastro do negacionismo e do boicote aos investimentos públicos e à informação, são o legado mais amargo deste assombroso retrocesso ao qual o país tem sido submetido desde a eleição de Bolsonaro-Mourão”, afirmam as entidades.

“Atormentado pela real possibilidade de ver seus parentes e políticos mais próximos acabarem na cadeia, acusados de corrupção e de outros crimes, Bolsonaro busca saídas que, a depender de seu perfil e de sua história, passam longe da democracia. Embora as opiniões sobre a viabilidade e o alcance real do discurso golpista de Bolsonaro se dividam — muitos creem que não há condições para um golpe no país — seria um erro subestimá-lo”, aponta a nota.

“O Fórum das Seis conclama a comunidade acadêmica das universidades estaduais paulistas e do Centro Paula Souza, movimentos sindicais e sociais de todo o país, e todos os setores da população engajados na defesa da democracia e dos direitos sociais, a estarmos ‘atentos e fortes’, como na canção de Gil e Caetano, repudiando e reagindo a toda e qualquer tentativa golpista de Bolsonaro e de seus apoiadores”, prosseguem as entidades.

Após citar a nota das centrais sindicais contra a carestia e em defesa da democracia, o Fórum das Seis declara que “une-se aos chamados das centrais sindicais e movimentos populares, de unidade contra os ataques aos direitos sociais e trabalhistas, em apoio ao processo eleitoral em andamento, pelo fortalecimento das reivindicações das diversas categorias de trabalhadores, pela garantia de recursos públicos para a saúde, a educação, a ciência e a pesquisa, apontando para a construção de atos nacionais, regionais e locais contra a carestia, a miséria, o desemprego e a defesa da democracia”.

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