Último mês antes das eleições presidenciais e gerais cujo primeiro turno de votação ocorrerá no dia 2 de outubro, setembro promete ser “quente” em matéria de mobilização social. Nesta quarta-feira, dia 7, haverá o tradicional Grito dos Excluídos, que na capital paulista será realizado na Praça da Sé. Trata-se de uma manifestação anual, que procura envolver os setores da população postos à margem do “desenvolvimento” desigual e predatório promovido pela ordem neoliberal e que exige reformas estruturais capazes de suplantar as profundas desigualdades existentes no Brasil.
 
O Grito dos Excluídos é impulsionado por importantes entidades e movimentos sociais: Igreja Católica (pastorais Operária, da Juventude, da Moradia, do Povo na Rua e Comissão Justiça e Paz); centrais sindicais (CSP Conlutas, Intersindical Central da Classe Trabalhadora, Intersindical Instrumento de Luta da Classe Trabalhadora, CTB); Fórum dos Trabalhadores no Setor Público de São Paulo; MST; Central de Movimentos Populares (CMP); Federação Nacional de Associações Comunitárias; Fórum Sindical, Popular e de Juventudes de Luta Pelos Direitos e Pelas Liberdades Democráticas, do qual o Andes-Sindicato Nacional dos Docentes nas Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) faz parte, entre outros.
 
O Andes-SN apoia o Grito dos Excluídos — ao lado de outros sindicatos, como Metroviários de São Paulo, Sinsprev e Sintrajud — e se fará presente na Praça da Sé, ao lado da Adusp. Confira aqui o Mapa com os locais em que haverá o Grito dos Excluídos em todas as regiões do Brasil.
 
Em 2021, o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores usaram o 7 de setembro para propagandear bandeiras programáticas antidemocráticas e golpistas. Isso deve ocorrer novamente nesta quarta. Candidato à reeleição, Bolsonaro busca colocar em dúvida o processo eleitoral e poderá usar novamente a data para agitar suas e seus seguidora(e)s neste sentido.

Nova rodada de atos em defesa da democracia e de eleições livres

A Campanha Fora Bolsonaro decidiu convocar uma nova rodada de ações em todo os pontos do país. Assim, no próximo sábado, 10 de setembro, serão realizados atos em defesa da democracia, de eleições livres e pelo fim do governo Bolsonaro, conforme calendário de lutas divulgado em 26 de julho. Tão logo seja definido o local dos atos no Estado de São Paulo eles serão divulgados pelo Informativo Adusp.
 
A coordenação da campanha chama atenção, em comunicado recente, para o fato de que várias das candidaturas de oposição ao governo Bolsonaro se farão presentes nas manifestações. “No universo de movimentos, militantes e partidos políticos que constroem a campanha estão presentes apoiadores de várias das candidaturas oposicionistas”, explica.
 
“O dia das eleições se aproxima e a importância do voto popular para concretizar a derrota do governo da destruição nacional é fundamental. Sendo assim, consideramos natural que ocorram manifestações vinculadas ao apoio a cada uma destas candidaturas no dia 10 de setembro”.
 
 
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