Sindicato vai reivindicar que todos os trabalhadores e trabalhadoras da USP que atuem em serviços não essenciais sejam liberados de atividades presenciais. A reunião está agendada para 10 horas — e um ato público está marcado para 10h30 no local

Ao longo de dois anos de pandemia de Covid-19, a gestão reitoral Agopyan-Hernandes conseguiu a proeza de se recusar a dialogar sobre a situação sanitária seja com o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), seja com a Adusp e o Fórum das Seis, não obstante as diversas solicitações nesse sentido. A gestão Carlotti-Arminda, porém, concordou em receber o Sintusp, em audiência agendada para esta quarta-feira (9/2), às 10 horas. O sindicato aceitou e convocou um ato público na mesma data, a partir das 10h30, em frente à Reitoria.

“A situação da pandemia de Covid-19 está longe de estar controlada. Nas últimas semanas, assistimos a um aumento vertiginoso do número de contágios, o que já sobrecarrega o sistema de saúde. De acordo com dados divulgados pela imprensa, a taxa de transmissão já está acima de dois, o que indica total descontrole”, diz o Sintusp em comunicado à imprensa. “Mesmo o número de óbitos, minorado pelos efeitos da vacinação, também atinge patamares preocupantes, com média de mais de 700 por dia, atingindo mais de mil em alguns dias. Diante desse cenário, entendemos que são necessárias medidas de restrição que contenham a circulação de pessoas, e, por essa via, a própria circulação do vírus”.

No comunicado, o sindicato lembra que as(os) trabalhadoras(es) do restaurante central da USP, conhecido como “Bandejão”, iniciaram uma paralisação no dia 12/1, em resposta a um surto de Covid-19 ocorrido na unidade, onde vinte pessoas testaram positivo, sem que as chefias e a Reitoria se dispusessem a conversar com os funcionários e o Sintusp a respeito do problema.

“Esse movimento se espalhou pela universidade e os funcionários já aprovaram em duas assembleias um indicativo de greve sanitária, reivindicando da Reitoria a liberação de todas e todos trabalhadores de serviços não essenciais do trabalho presencial, ao menos até o início das aulas, que só devem começar quando as condições sanitárias permitirem”, explica o comunicado.

“A USP adotou uma política discriminatória, forçando que apenas os funcionários administrativos e operacionais sejam obrigados a trabalhar presencialmente, enquanto os docentes e estudantes seguem protegidos em suas casas. Com a força do nosso movimento, a nova gestão reitoral editou uma portaria que autoriza dirigentes de unidades a liberarem seus funcionários das atividades presenciais. Embora importante, tal medida é insuficiente, já que gera divisões e desigualdades”, prossegue o Sintusp.

“Nesta quarta (9/2), finalmente ocorrerá uma reunião entre o sindicato e a Reitoria para negociarmos uma saída para essa situação. Reforçamos nossa reivindicação de liberação do trabalho presencial de todos os trabalhadores que não estão em serviços essenciais, bem como condições adequadas e testagem regular para os que atuam em serviços essenciais, como os da área de saúde”.

A Diretoria da Adusp aguarda resposta a um pedido de reunião com a nova gestão, encaminhado por ofício em 28/1. “Fazendo valer o compromisso assumido na reunião realizada com a diretoria da Adusp durante a campanha, gostaríamos de reforçar que esperamos encontrar mais espaço ao diálogo, em respeito à entidade representativa da categoria docente”, diz a mensagem, após cumprimentar reitor e vice-reitora pela posse nos cargos. “Nesse sentido, gostaríamos de solicitar uma reunião com a Reitoria para tratarmos de assuntos pendentes e pensarmos conjuntamente como praticaremos o diálogo durante sua gestão”.

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