Na reunião de 21/6 do Conselho Universitário da USP (Co), Reinaldo Souza de Santos, representante dos(as) funcionários(as) técnico-administrativos(as) e diretor do Sindicato dos Trabalhadores (Sintusp), protocolou pedido ao reitor Carlos Gilberto Carlotti Jr. para que seja incluído na pauta da próxima reunião do Co, “ou através de reunião extraordinária”, o tema da “desvinculação” do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), de Bauru, “tendo em vista os apelos de diversos atores da sociedade civil para que essa questão seja discutida pela sociedade”.
 
O pedido é assinado por 31 membros do Co, número suficiente para se postular a inclusão na pauta. Em abril, Carlotti se disse disposto a rediscutir o assunto, embora prefira “olhar para a frente”.
 
O HRAC foi “desvinculado” pelo Co em 26/8/2014, por iniciativa da gestão M.A. Zago-V. Agopyan, em decisão maculada por quórum insuficiente, sem falar no fato de que o Estatuto não prevê “desvinculação” de órgãos. Na mesma ocasião, em outra deliberação ilegal, o Co declarou o HRAC “entidade associada”, o que fere abertamente o Estatuto da USP.
 
Essas medidas abriram caminho para a entrega do HRAC ao governo estadual, a pretexto da criação do Hospital das Clínicas de Bauru (HCB). Assim, em 30/5/2022 o governador Rodrigo Garcia (PSDB) repassou a gestão do HCB a uma “organização social de saúde”, a Faepa de Ribeirão Preto, em contrato sem licitação no valor total de R$ 1 bilhão.
 
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