Carlos Sérgio de Castro Silva, conhecido como Viola, tinha 43 anos e estava internado no Hospital Tide Setúbal

Reprodução do Facebook
Carlos Sérgio (Viola)

Morreu na madrugada desta terça-feira (7/4) o servidor da USP Carlos Sérgio de Castro Silva, de 43 anos, em decorrência da Covid-19. Silva, conhecido pelos amigos como “Viola”, estava internado no Hospital Tide Setúbal, na zona leste de São Paulo. Por conta das restrições impostas pela pandemia, o velório e o sepultamento serão reservados à família.

Viola trabalhou na Superintendência de Assistência Social (SAS), atuando nos restaurantes da Escola de Enfermagem (EE) e da Faculdade de Direito (FD). Posteriormente transferiu-se para a Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH), onde nos últimos anos trabalhou com serviços gerais na seção de práticas esportivas (ginásio). O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) divulgou nota de pesar, segundo a qual “o companheiro Viola sempre participou de nossas lutas e será sempre lembrado por todos nós”.

Os colegas dos restaurantes universitários nos quais o servidor trabalhou divulgaram um texto dedicado “ao Viola e seu sorriso de garoto”. “Uma pessoa jovem e divertida, não possuía problemas anteriores de saúde, vitima da contaminação pela Covid-19 e de um país em que as nossas vidas valem cada vez menos”, diz o texto. “Deixamos nossa mais profunda solidariedade a todos os seus familiares e amigos nesse momento de dor. Para todos que foram próximos de Viola ficará sempre em nossa lembrança o seu companheirismo, o seu sorriso de garoto, suas brincadeiras e as risadas que dividimos no dia a dia de trabalho entre uma bandeja e outra, em cada jogo de futebol e nas brincadeiras entre amigos. Em um país com tanto preconceito sempre vamos lembrar desse nosso guerreiro negro que nunca abaixou a cabeça, que sempre foi um batalhador e que estará para sempre em nossa memória e em nossos corações que ficam mais tristes no dia de hoje.”

De acordo com o depoimento de um colega da EACH, Viola sempre foi “um filho, irmão, tio e sobrinho muito preocupado com a sua família e vizinhos”, e “simples, sincero e honesto como colega de trabalho”. No último dia de trabalho antes da quarentena (20/3), despediu-se com risadas e seu tradicional bom humor.

Até o fechamento desta nota, não havia sido publicada nenhuma referência ao falecimento do servidor no site da USP.

 

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