Os moradores do Conjunto Residencial da USP (Crusp) protagonizaram nesta terça-feira (24/11) novos atos de protesto contra o “São Paulo Boat Show” (SPBS), evento privado comercial realizado na Raia Olímpica que se encerrou nesta data. No final da tarde eles dirigiram-se à entrada principal da Cidade Universitária do Butantã (“P 1”), onde fecharam a portaria e o cruzamento com da Avenida Alvarenga com a Avenida Waldemar Ferreira, e posteriormente retornaram à Raia.

Dezenas de policiais militares foram mobilizados para bloquear a entrada do SPBS. Os PMs dispuseram-se em linha na rua, de modo a impedir que os estudantes entrassem no local. Os manifestantes permaneceram na calçada oposta, usando megafones para discursar.

“Desde o começo saímos do Crusp e já topamos com policiais que impediram que o ato seguisse para o evento, os PMs individuaram e ameaçaram alunos especificamente, chamando por nome etc. Logo após esse confronto o ato seguiu para o P1, onde fechamos a portaria e depois a rua”, relatou ao Informativo Adusp uma das participantes. “Foi um momento bem tenso também, com muita polícia, após isso o ato retornou para o Crusp e conseguiu ir para o local do evento”, explicou.

Os manifestantes denunciaram as más condições do Crusp, com destaque para a falta de água e a péssima qualidade das marmitas distribuídas pela Reitoria. Eles também admoestaram visitantes do evento que não estavam usando máscara. Por outro lado, alguns desses visitantes hostilizaram os estudantes.

“O Crusp está às moscas. Paredes mofadas, péssimas instalações para os estudantes. Falta água recorrentemente. Nunca tem Internet”, relata o narrador do vídeo ao vivo “Melhorias no Crusp já, não ao SP Boat Show”. “O mofo das paredes traz muita doença respiratória. E a maior parte das pessoas que vem para o evento está sem máscara. Então os estudantes reclamam muito, porque coloca em risco a comunidade estudantil”.

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