“Eles não deixaram o Osmar Serraglio participar como advogado”, declarou o docente Paolo Zanotto, do Instituto de Ciências Biomédicas, sobre os trabalhos de 13/7 daquela instância. “Eles foram informados que estão ao arrepio da lei, que tudo o que eles estão fazendo é completamente inconstitucional”, protestou ele, que nas redes sociais comparou o evento aos “autos de fé” promovidos pela Inquisição. “Esse é o nível de operação dessa Universidade de São Paulo e é isso que a Universidade de São Paulo se tornou neste momento”, acrescentou. Porém, estudantes que participaram se disseram intimidados por Zanotto e por seu outro advogado, Bruno Theophilo 

Uma tensa reunião extraordinária “não deliberativa” da Congregação do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, realizada em formato remoto na terça-feira da semana passada (13/7), é um dos capítulos mais recentes nas discussões que envolvem o professor Paolo Marinho de Andrade Zanotto, docente do instituto — imbróglio que já extrapolou em muito os muros da USP. Na reunião, com a presença de docentes, representantes discentes e dos servidores técnico-administrativos, além de “convidados”, alguns dos participantes expuseram suas opiniões sobre a situação de Zanotto, que em junho passou de testemunha a investigado na CPI da Pandemia no Senado.

“Na realidade, estamos aqui reunidos para discutir como encaminhar o descontentamento de grande parte da nossa comunidade com a decisão do CTA [Conselho Técnico-Administrativo] com relação ao afastamento do professor Paolo Zanotto”, manifestou-se no chat da reunião uma docente. No dia 9/6, em decisão apertada, tomada por 8 votos a 6, o CTA aprovara o pedido de afastamento por dois anos do professor, sem prejuízo dos vencimentos.

Inicialmente com previsão para ter transmissão pública pela Internet, a reunião acabou restrita aos congregantes e “convidados”. “A ideia realmente era abrir para uma discussão mais ampla. Porém, questões técnicas e administrativas nos levaram a decidir pelo formato regular das reuniões da Congregação”, respondeu ao Informativo Adusp o vice-diretor do instituto, professor Gustavo Amarante-Mendes, que coordenou a reunião. O diretor, professor Luís Carlos de Souza Ferreira, participou apenas do início do encontro e alegou que não podia permanecer por ter outro compromisso.

Nesta quarta-feira (21/7), Amarante-Mendes e Ferreira deixam a direção do ICB. Assume como nova diretora a professora Patrícia Gama, do Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento, tendo como vice o professor Carlos Pelleschi Taborda, do Departamento de Microbiologia.

Zanotto queria que dois advogados participassem da reunião extraordinária. Um deles é Osmar Serraglio, ex-deputado federal e ex-ministro da Justiça e Segurança Pública (no governo Michel Temer). O outro é Bruno Franchi Theophilo, que também tem graduação em Biomedicina. O vice-diretor permitiu a participação de apenas um deles, alegando, de acordo com o depoimento de um participante ouvido pelo Informativo Adusp, que não se tratava de um “julgamento”, mas de uma discussão sobre questões acadêmicas envolvendo o professor e a decisão do CTA. Theophilo entrou e Serraglio ficou de fora.

“Dada a complexidade e sensibilidade do assunto, várias pessoas foram convidadas a participar da reunião, incluindo o próprio professor Zanotto, que não é membro da Congregação do ICB, e seu advogado. Todos os convidados, assim como os congregantes, tiveram liberdade para fazer uso da palavra, seguindo uma ordem de inscrição e por tempo determinado”, disse Amarante-Mendes à reportagem. O afastamento de Zanotto é uma questão que “poderá ser novamente pautada e discutida no CTA, não na Congregação”, afirmou.

Zanotto fez comentários “ofensivos e debochados”, considera representante discente

Na avaliação do vice-diretor, “as discussões foram travadas dentro do mais elevado espírito acadêmico, sem qualquer pressão ou restrição”. “Todos puderam expor livremente seus pensamentos e opiniões, com o maior respeito e cordialidade, o que demonstra que a Congregação do ICB-USP é um fórum que acolhe e abriga, de fato, a liberdade de expressão, a tolerância e a pluralidade, sendo, portanto, um pilar da democracia, da ciência e da educação no País”, considera.

Relatos de participantes colhidos pelo Informativo Adusp contradizem essa versão. De acordo com esses depoimentos, a reunião foi tensa, com tentativas frequentes de interrupção de falas por parte de Zanotto e de seu advogado — a tal ponto que Amarante-Mendes precisou em vários momentos cortar o som de seus microfones para que não interrompessem as intervenções de congregantes que estavam com a palavra.

Representantes discentes e dos servidores técnico-administrativos leram os documentos em que expressam suas críticas a Zanotto — a nota de repúdio publicada pelo Centro Acadêmico Rosalind Franklin (CARF), a carta aberta com abaixo-assinado da Associação de Pós-Graduandos do ICB e a moção de repúdio aprovada pelo Conselho Diretor de Base do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) em 11/6, que reivindica que o ICB reveja a decisão sobre o afastamento do professor.

Outra manifestação pública foi aprovada por servidores do instituto, em assembleia no dia 29/6. Nela, os funcionários dizem que “a indignação da comunidade ICB está mais do que explicitada através dos diversos informes que foram emitidos pelas diferentes categorias”. “Essa assembleia solicita, portanto, que seja revisto o pedido de afastamento do docente, até que sua situação frente à Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado Nacional, em que está citado como investigado, seja apurada e finalizada”, conclui a moção.

Após a leitura das manifestações, Zanotto também expôs suas considerações sobre os documentos e sobre questões envolvendo a defesa do chamado “tratamento precoce” e do uso de medicamentos como a ivermectina contra a Covid-19.

“O professor Zanotto fez comentários ofensivos e debochados sobre as nossas manifestações. Dizia por exemplo que os alunos deveriam estudar mais, que em outros países estavam rindo da gente”, afirmou uma representante discente ao Informativo Adusp.

“O vice-diretor e a diretora eleita fizeram um discurso de que as ideias foram debatidas de igual para igual na reunião, mas na visão dos alunos não foi isso o que aconteceu. Apenas deixar que a gente lesse nossa carta não é uma forma de fazer as coisas de igual para igual, até porque o Zanotto já conhecia os nossos documentos, que são públicos, e pôde respondê-los, e nós não sabíamos o que ele ia dizer”, prossegue.

Desde a divulgação, no site jornalístico Metrópoles, de vídeo em que o docente aparece propondo ao governo que ouça consultores externos sobre como combater a Covid-19 e o início das discussões públicas sobre o caso, a página do ICB no Facebook passou a receber enxurradas de comentários de internautas, na maioria apoiando Zanotto e atacando o instituto, a USP e aqueles que consideram estar “perseguindo” o docente.

A postagem de uma “nota de esclarecimento” na qual a Diretoria da unidade afirma rechaçar veementemente “qualquer tipo de abordagem anticientífica e/ou ideológica no combate à Covid-19”, publicada no dia 8/6, tem mais de 1,8 mil comentários. Discentes e outras pessoas que se opõem aos comentários favoráveis a Zanotto são atacados e desqualificados por vários internautas.

Por essa e outras razões, como o receio de futuras represálias a partir de eventuais manifestações na reunião da Congregação, os representantes discentes optaram por entrar no ambiente online identificados apenas pelo nome das entidades, sem suas fotos verdadeiras e com câmera fechada.

As manifestações públicas das entidades discentes foram alvo de comentários depreciativos do biólogo e youtuber Eli Vieira Júnior. Sobre o documento dos pós-graduandos, diz Vieira num vídeo publicado no dia 15/7: “A primeira vez que eu vi essa carta, falei: isso é uma ‘aberração cognitiva’, para citar a prata da casa Marilena Chauí, professora da USP”.

No dia seguinte, Zanotto publicou o link para o vídeo do youtuber em sua conta na rede social Twitter, com o seguinte comentário: “Muito divertido. O mais patético é ver que vários docentes tem [sic] o mesmo entendimento empurrado pelas orelhas deles pelas cornetas de aluguel... VERGONHA”.

Os participantes ouvidos pelo Informativo Adusp relatam que, quando a reunião da Congregação foi aberta para debate, pouquíssimas pessoas se pronunciaram. “Nenhum docente se manifestou em relação à defesa que o Zanotto fez da cloroquina”, disse um participante. Na avaliação das fontes, essa conduta se deve ao que qualificam como uma postura intimidatória assumida por Zanotto e seu advogado, e também ao receio de que a reunião fosse gravada e de que seu conteúdo viesse a ser divulgado pelo professor.

Zanotto expõe comentário de professora e Diretoria do ICB repudia “uso indevido” do ‘chat’

Horas depois da reunião, Zanotto publicou um tuíte expondo comentários feitos no chat por uma professora. Nas intervenções, às quais o Informativo Adusp teve acesso, a docente encaminhou duas sugestões: que fosse instaurada uma comissão sindicante “em função das denúncias dos alunos [nas cartas abertas] questionando a adequação do comportamento do Prof. Zanotto como docente do ICB” e que a Congregação solicitasse ao CTA a reanálise do pedido de afastamento, “frente à nova realidade e manifestações agora apresentadas”.

O advogado Bruno Theophilo respondeu no chat que a reunião não tinha caráter deliberativo e que não cabia fazer nenhuma votação. O professor Amarante-Mendes também ressaltou que nenhum assunto poderia ser decidido ou deliberado e que qualquer sugestão deveria ser encaminhada à Diretoria, “ou colocada na pauta de uma próxima reunião da Congregação ou CTA”.

Em seu tuíte, Zanotto expõe o nome da professora e diz que sua intervenção no chat revela a “verdadeira intenção” da reunião: “A fera congregaste [sic], mesmo acorrentada pela lei, ruge antes de sair infeliz”, escreveu. Após a publicação, a professora passou a ser alvo de comentários agressivos nas redes sociais e no seu e-mail, divulgado por apoiadores de Zanotto.

No dia 16/7, a direção do ICB publicou um comunicado em sua página no Facebook no qual faz referência ao episódio. “Lamentamos e repudiamos o uso indevido, inapropriado e não autorizado de cópia de um trecho do seu ‘chat’ para tentar desqualificar a instituição e seus representantes”, diz a nota.

O comunicado afirma ainda que “a Congregação do ICB-USP é um fórum que acolhe e abriga a liberdade de expressão, a tolerância e a pluralidade, sendo, portanto, um pilar da democracia e do mais elevado espírito acadêmico. Nunca houve nem haverá espaço para dissimulações!”

“As discussões ocorridas no âmbito da sua última reunião extraordinária foram travadas sem qualquer pressão ou restrição da palavra. Todos puderam expor livremente seus pensamentos e opiniões, com o maior respeito e cordialidade”, prossegue a direção no comunicado, repetindo o tom das respostas de Amarante-Mendes ao Informativo Adusp. “Princípios éticos e valores morais continuarão a nortear a direção deste Instituto na sua busca pela qualidade do ensino, da pesquisa científica, das ações de cultura e extensão e do convívio social.”

Zanotto fez outras referências depreciativas à reunião em sua conta no Twitter. Numa delas, chamou o encontro de “auto de fé”, em que teria sido acusado, entre outras coisas, de “ter destruído a imagem da universidade e impedido recursos de bolsas e pesquisas para alunos e docentes”.

Em vídeo, Zanotto chama a reunião de “monkey trial

Zanotto já havia se manifestado sobre a Congregação extraordinária antes mesmo de seu início, num vídeo dirigido a seus apoiadores, no qual qualificou a reunião como “monkey trial”. O termo passou à história como referência ao julgamento do professor de biologia John Scopes, acusado em 1925 pelo estado do Tennessee, nos Estados Unidos, de ter dado aulas sobre a teoria da evolução numa escola do interior. Lei estadual da época previa multa a quem ensinasse qualquer teoria que negasse a criação divina da humanidade.

“Eles não deixaram o Osmar Serraglio participar como advogado. Eu estou com o Bruno aqui, para ver se ele também participa. Eles foram informados ontem que estão ao arrepio da lei, que tudo o que eles estão fazendo é completamente inconstitucional, mas eles parece que não têm receio desse tipo de coisa. Estão dizendo que estou sendo convidado a uma reunião, quando na verdade o Osmar fala que eles estão convidando a pessoa graciosamente ao cadafalso”, diz Zanotto no vídeo.

“Esse é o nível de operação dessa Universidade de São Paulo, e eu gostaria de informar vocês para que realmente protestem contra essa atitude completamente desmedida e em completo desrespeito à lei, ao direito dos advogados e das pessoas. É isso que a Universidade de São Paulo se tornou neste momento”, prosseguiu, arrematando com a afirmação de que iria “tentar gravar essa reunião” para que seus apoiadores pudessem assisti-la depois.

A aprovação do afastamento remunerado de Zanotto pelo CTA do instituto ocorreu poucos dias depois da divulgação, pelo site Metrópoles, de um vídeo em que o professor, defensor do chamado “tratamento precoce” contra a Covid-19, aparece sem máscara falando numa reunião realizada em Brasília, em setembro do ano passado, com a presença de Jair Bolsonaro, do ex-ministro e deputado federal Osmar Terra (MDB-RS) e da médica Nise Yamaguchi, entre outros, para a discussão da pandemia da Covid-19. Na avaliação de integrantes da CPI, o grupo constituiria um “ministério paralelo” responsável por orientar as ações do governo na área.

No dia seguinte à reunião da Congregação, a imprensa publicou reportagens demonstrando que o Ministério da Saúde admitiu, em documentos enviados à CPI do Senado, que os medicamentos que compõem o chamado “kit Covid” são ineficazes contra a doença.

“Alguns medicamentos foram testados e não mostraram benefícios clínicos na população de pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados, sendo eles: hidroxicloroquina ou cloroquina, azitromicina, lopinavir/ritonavir, colchicina e plasma convalescente. A ivermectina e a associação de casirivimabe + imdevimabe não possuem evidências que justifiquem seu uso em pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados nessa população”, diz um dos documentos.

Professor acusa Adusp de “encobrir a verdade e assassinar moralmente os que não concordam com o genocídio”

O professor do ICB e seus seguidores nas redes sociais também passaram a atacar a Adusp, depois que o sindicato publicou a segunda reportagem sobre o caso. “Acabei de saber que a Adusp também foi exposta em sua atividade de encobrir a verdade e assassinar moralmente os que não concordam com o genocídio em andamento”, postou ele na sua conta no Twitter em 11/7, em completa inversão dos fatos, uma vez que o genocídio que já se aproxima de 550 mil óbitos por Covid-19 é decorrente das ações e omissões do governo Bolsonaro e objeto de sistemáticas denúncias do sindicato.

A realidade é que certos posts sugerem uma iniciativa coordenada entre Zanotto e seus seguidores ao invés de algo que lhe pudesse surpreender (“acabei de saber”). Esse comentário de Zanotto, por exemplo, repercutia uma postagem do perfil de Renata Magalhães ou Renata Queens no Facebook, que em 9/7 reproduziu mensagem de Zanotto ao Informativo Adusp, contendo as perguntas que lhe foram enviadas pela publicação e as respostas encaminhadas por ele. Como a Adusp só publicou as respostas do professor e não a íntegra da mensagem, parece óbvio que foi o próprio Zanotto que a forneceu ao perfil Renata Queens, que tem apenas 40 seguidores.

Embora o Informativo Adusp tenha publicado todas as respostas do docente do ICB, com uma única exceção — seus comentários sobre um médico que não é docente da USP e foi ouvido na CPI da Pandemia, onde defendeu o “tratamento precoce” —, Renata Queens agride e procura desqualificar o jornalista responsável pela matéria, citado nominalmente, e chega a dizer que ele “não publicou as respostas” e que “construiu uma narrativa no interesse de praticar assassinato moral e defender os que o praticam”. O perfil também faz acusações ao professor Sean Purdy, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e diretor da Adusp desde 1º/7, e que Zanotto considera como inimigo.

No dia 16/7 o professor do ICB dirigiu uma mensagem por e-mail diretamente para a Adusp, com cópia para seu advogado Theophilo e para outra pessoa, defensora do uso da hidroxicloroquina contra a Covid-19. Redigida em tom menos agressivo do que a média dos seus escritos públicos, a mensagem intitulada “Prezados colegas da Adusp” traz algumas admoestações à entidade sindical.

“Vocês se [sic] dizem lutar pelas causas populares mas de fato desprezam e cancelam os que estão diretamente envolvidos em salvar pessoas simples, sem acesso a sistemas de saúde caros e exclusivos”, principia Zanotto, empregando o verbo cancelar na acepção da moda. O entendimento de [que] quem propõe tratamento imediato está vinculado ao bolsonarismo é equivocado, completamente oposto à realidade e custa vidas, perdidas de forma desnecessária”.

Ele também repreende a Adusp por supostamente defender os interesses do capitalismo, e para tanto emprega um vocabulário que tenta imitar a esquerda, mas vale-se de termos utilizados por Olavo de Carvalho, como metacapitalismo: “Vocês deveriam ouvir o que temos para falar e nos deixar mostrar a todos o que de fato está ocorrendo. Províncias na Índia, Argentina, estados no México, Peru em 2020, Eslováquia, China, Cuba, vários países da África, etc., estão usando remédios que vocês, de forma equivocada demonizam, no melhor interesse do metacapitalismo e das grandes corporações, conduzindo à dor e sofrimento os que vocês amam. Isto é inacreditável e seria impensável há alguns poucos anos. O que aconteceu?!”

Conclui com um apelo dramático: “Deem acesso ao contraditório e ouçam o que temos para falar. Não matem os seus por ideologia e desinformação”.

Instituição canadense não respondeu sobre período “sabático” de Zanotto

O plano de Zanotto em seu afastamento é passar um período “sabático” no British Columbia Institute of Technology (BCIT), no Canadá. Com a repercussão do vídeo no Metrópoles, a própria instituição canadense publicou em sua conta no Twitter que Zanotto não seria “professor adjunto”, mas realizaria “uma visita acadêmica de curto prazo, não remunerada e sem ensino, referente a pesquisas relacionadas à purificação de água”, e que seu pedido ainda estava “pendente”.

O Informativo Adusp encaminhou mensagens ao BCIT para saber se já há decisão a respeito do pedido, mas até a tarde desta quarta-feira (21/7) a instituição canadense não respondeu aos contatos.

No dia 19/7, o Informativo Adusp encaminhou por e-mail ao professor questionamentos sobre os temas abordados nesta matéria, publicada no dia 21/7. Paolo Zanotto enviou as respostas após a publicação da reportagem.

Em sua avaliação, “não houve debates” na reunião “não deliberativa” da Congregação, mas apenas foram lidas cartas de repúdio divulgadas anteriormente.

“Pude ler minha resposta [às cartas], mas claramente não houve debate sobre o que apresentei. Dos quase 77 congregantes talvez meia dúzia se manifestaram, mas não em consideração ao que apresentei”, afirma.

Zanotto também contesta os depoimentos de testemunhas ouvidas pela reportagem segundo as quais ele e seu advogado tentaram intervir durante as manifestações de outros congregantes.

Várias das respostas encaminhadas por Zanotto seguem o tom agressivo que ele vem utilizando ao se referir à cobertura do Informativo Adusp sobre o caso. O professor também vem atacando a própria entidade em publicações em sua conta no Twitter. A respeito dessas manifestações, a Diretoria da Adusp se pronunciará em nota.

Clique aqui para ler a íntegra das respostas enviadas por Zanotto.