O Coletivo Butantã na Luta (CBL) protocolou na Reitoria da USP nesta quinta-feira (3/3) um ofício solicitando, em caráter de urgência, uma audiência com o reitor Carlos Gilberto Carlotti Junior “para tratar da plena e definitiva recuperação” do Hospital Universitário (HU).

O movimento, que protagoniza uma luta pela reestruturação do HU desde o início do desmonte levado a cabo na gestão M.A. Zago-V. Agopyan (2014-2018), lembra que integra o Grupo de Trabalho — do qual a Adusp também faz parte — criado no âmbito do Conselho Deliberativo do HU (CD-HU) em 2020. Nesse período, o GT elaborou uma proposta de projeto estruturante para a recuperação do hospital, que na sua essência foi aprovado pelo CD-HU e encaminhado à Reitoria, apontando a necessidade da contratação permanente de mais de 500 profissionais.

O CBL registra que, na recém-encerrada gestão V. Agopyan-A.C. Hernandes, não foram cumpridas as promessas de reestruturação plena do hospital. “As poucas contratações de pessoal foram temporárias e/ou por PJ (terceirização), o que nos deu mais certeza de que esses tipos de contratações são um grande erro nas instituições públicas de saúde”, diz o ofício.

“Nossa preocupação é lutar para que o HU-USP volte a ser uma referência como Hospital Escola e a ter o protagonismo obtido no passado, nos seus mais de 40 anos de existência, cumprindo um papel fundamental dentro do Sistema Único de Saúde (SUS), a exemplo de outros Hospitais Universitários no país”, enfatiza o movimento.

O CBL ressalta ainda que o HU “é o único hospital público de caráter secundário da região Oeste”, “exerce um papel fundamental e único na assistência médica e hospitalar para os mais de 500 mil moradores da região do Butantã” e “é considerado uma plataforma e Unidade de Ensino da Universidade de São Paulo, responsável pela formação de estudantes em níveis de graduação e pós-graduação, em mais de nove áreas da Saúde, além de qualificar milhares de novos profissionais da área para o mercado, retornando para a sociedade profissionais altamente qualificados”.

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