Em reunião virtual extraordinária iniciada às 8 horas desta sexta-feira (3/6), o Conselho Gestor do Campus da USP de Ribeirão Preto (CGRP) aprovou, por maioria, um Aditivo ao Termo de Cooperação 241/2020 firmado entre a USP e a Secretaria de Segurança Pública do governo estadual, bem como a cessão à Polícia Militar do prédio destinado à “base comunitária” da Guarda Universitária, construído em frente ao Restaurante Universitário, principal ponto de encontro dos estudantes. 

O professor Luiz Jorge Pedrão, da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP), e os representantes dos estudantes e dos funcionários técnico-administrativos votaram contra o Aditivo. No entanto, o CGRP é formado, na sua maioria, por diretores(as) de unidades, prefeita(o) do campus e um docente eleito (ou indicado) de cada unidade, geralmente alinhados à Reitoria. 

Na véspera da reunião, as entidades representativas do Campus – Adusp, Associação de Pós-Graduandos de Ribeirão Preto, DCE Livre "Alexandre Vannucchi Leme" e o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) – haviam protocolado um ofício pedindo a suspensão da votação, seguida de debate com a comunidade. Porém, o presidente do CGRP, professor Nuno Morgadinho Coelho, diretor da FDRP, omitiu a existência do documento aos participantes da reunião e só quando interpelado tratou dele. O colegiado preferiu ignorar o pedido das entidades, aprovando o Aditivo e também a cessão da base à PM. 

Diante da insistência dos representantes de funcionários e estudantes em apontar vários erros e abusos no processo, Nuno disse que encaminhará à Reitoria um pedido de apuração dos atos praticados por José Antonio Visintin, superintendente de Segurança da USP e um dos principais responsáveis pelo acordo que resultou na decisão desta sexta. Representantes da Adusp, Sintusp, APG-Ribeirão Preto e DCE dialogaram após a reunião e decidiram lutar para reverter a decisão do CGRP.