Fotos: Daniel Garcia

 

 

 

 

 
 
“Em defesa da educação e ciência públicas, contra os cortes orçamentários e a cobrança de mensalidades nas universidades públicas!”: estas foram as bandeiras que levaram a União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) e o Andes-Sindicato Nacional a realizarem um grande ato público nesta quinta-feira (9/6), em São Paulo, diante do Teatro Municipal.
 
As hashtags #contrasoscortes, #PEC206nao e #Bolsonaronunca mais detalham um pouco mais a pauta do protesto que levou centenas de estudantes ao entorno do Municipal, no centro da cidade. Trata-se de defender o ensino público e gratuito e as universidades públicas, especialmente as federais, dos ataques do governo Bolsonaro e de seus aliados. Os cortes no Orçamento ameaçam a própria sobrevivência das universidades federais. E, caso venha a ser aprovada, a PEC 206/2019, de autoria do deputado federal General Peternelli (União Brasil), instituirá a cobrança de mensalidades nas universidades públicas.
 
Ao falar no ato, a professora Michele Schultz, presidenta da Adusp e diretora da Regional São Paulo do Andes-SN, destacou que tanto o governo federal como o governo estadual paulista vêm desfechando ataques sistemáticos contra o sistema de ensino público. “É um verdadeiro absurdo o que vem acontecendo, e não é à toa que eles atacam a educação pública, eles conseguem apresentar uma proposta de cobrança de mensalidades nas universidades públicas, num momento em que está se consolidando a política de cotas, em que o perfil das universidades públicas mudou radicalmente, em que temos pobres, pretos, pardos, indígenas, pessoas da comunidade LGBTQIA+”, disse.
 
“É esse projeto que o governo ataca, um projeto de liberdade, de diversidade. O que eles querem é um projeto de continuidade da elitização do ensino. A gente não vai permitir isso. A gente vai resistir! Na semana que vem estamos organizando um grande ato em Brasília, para derrubar definitivamente esse governo”, arrematou.
 
 
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