Na reunião do Conselho Universitário (Co) desta terça-feira (21/6), iniciada pouco depois das 14 horas, a Reitoria da USP pretende aprovar um plano de investimentos para o biênio 2022-2023 no valor total de R$ 1,967 bilhão. Esta verba representa parte do superávit auferido pela universidade em 2021, resultante do arrocho salarial eufemisticamente denominado, no documento da Reitoria, como “restrição orçamentária dos últimos anos”.
 
O plano da Reitoria, intitulado “Proposta reitoral de investimentos para utilização de recursos do exercício de 2022 nos anos de 2022 e 2023”, prevê também que a reserva estratégica da Universidade seja aumentada em R$ 1.010.445.000, montante também oriundo do superávit.
 
Ocorre, porém, que essas decisões não foram submetidas às unidades nem à comunidade da USP. São propostas controversas, tais como investir R$ 270 milhões em “Mudança do perfil energético da USP com compra de energia no mercado livre e geração fotovoltaica buscando independência energética”, mas apenas R$ 50 milhões em moradia estudantil. Somente R$ 10 milhões para “mudança do perfil de transporte na USP”, mas R$ 100 milhões para construção de um “Distrito Tecnológico no Jaguaré”, de modo a ampliar “a interação com o setor produtivo”.
 
Assista online à reunião do Co neste link.