Nesta quarta-feira (21/9), estudantes da Faculdade de Arquitetura e  Urbanismo (FAU-USP) entraram em greve, em protesto contra a decisão da Reitoria de não contemplar o curso de Design no projeto de contratação de 876 docentes efetivos para a universidade até o ano de 2023, apresentado na reunião de 3/5/2022 do Conselho Universitário

Durante a paralisação geral dos estudantes da Cidade Universitária do Butantã em 20/9, o(a)s estudantes da FAU reuniram-se em assembleia com mais de 100 participantes e aprovaram a greve. “Não somente há falta de professores, como há risco de se fechar o curso de Design”, adverte o DCE-Livre em seu perfil no Instagram. 

Uma plenária das três categorias (estudantes, docentes e funcionário[a]s técnico-administrativo[a]s) foi convocada pelo Grêmio Estudantil da FAU (gfaud) para esta quinta-feira (22/9), às 17 horas, no Piso do Museu: “Com objetivo de ampliar o debate acerca da situação crítica vivida pelos estudantes do curso de Design, que se encontram sem o oferecimento de optativas dada a falta de professores, bem como o histórico sucateamento do curso pela faculdade, o gfaud convoca os estudantes, professores e funcionários para discutir a situação e construir propostas que prezem pela resolução e melhoria das questões atualmente enfrentadas”.

Nova assembleia estudantil está convocada para 30/9, depois da reunião da Congregação da FAU prevista para este mês. “O curso do Design vem sofrendo com o descaso e a ineficiência dos agentes públicos na seu gestão”, afirma o gfaud. 

Nos últimos anos a Adusp vem, sistematicamente, apontando a alarmante redução do número total de professore(a)s efetivo(a)s da USP. Em abril deste ano, noticiou que o déficit de docentes chegou a exatos 1.000, em comparação ao quadro existente em 2014. As 876 contratações previstas provavelmente vão cobrir apenas as perdas com aposentadorias, falecimentos e exonerações até 2025, sem permitir que se retorne ao patamar anterior.