A gestão Grandino Rodas mantém estrondoso silêncio quanto às denúncias de que teria montado, em 2010, uma rede de espiões para monitorar as entidades e movimentos sociais dentro dos campi. A revista Fórum, edição de janeiro de 2012, trouxe ampla reportagem a respeito. Haveria uma “Sala de Crise”, chefiada por Ronaldo Pena, diretor da Divisão Técnica de Operações e Vigilância (DOV) e da Guarda Universitária. O documento publicado ao lado revela que, em outubro de 2011, Pena endereçou ao professor Carlos Alberto Amadio, chefe de gabinete do reitor, informes e comentários sobre a movimentação de sindicalistas e estudantes.

A Revista Adusp, que prepara reportagem a respeito do caso, encaminhou diversas perguntas a Amadio. “Na Universidade não existe espaço físico, sequer um setor destinado para o desempenho de atribuição dessa natureza”, respondeu o chefe de gabinete sobre a “Sala de Crise”. Convidado a comentar o teor do e-mail reproduzido nesta página, Amadio tergiversou: “Recebo, com freqüência, mensagens de servidores técnico-administrativos, docentes e alunos. Algumas se reportam a fatos já ocorridos, outras chamam atenção para possíveis ocorrências, que nem sempre se confirmam”.

Em outras palavras, o chefe de gabinete não sentiu necessidade de repreender o diretor da DOV por este lhe repassar “informações que interessam” sobre o Sintusp, nem por lhe informar sobre manifestações que iriam ocorrer na reunião seguinte do Conselho Universitário (Co), nem mesmo por lhe afirmar, em claro desvio de função: “Ficaremos atentos aos movimentos”. Por que será?

 

 

 

Informativo nº 340