“Queremos votar para reitor! Queremos uma Estatuinte e cotas na universidade!”. A frase publicada no site do DCE-Livre “Alexandre Vanucchi Leme” resume boa parte do clima e das resoluções políticas do XI Congresso dos Estudantes da USP, realizado nos dias 23 a 26/8 no campus Butantã. Considerado por alguns alunos um dos principais espaços de organização do movimento estudantil da USP, o evento contou com a participação de mais de 300 delegados, segundo o DCE-Livre, seu organizador. Além dos campi de São Paulo, os de Lorena, Pirassununga, São Carlos e Ribeirão Preto também foram representados por seus estudantes.

Os debates fortaleceram a organização coletiva das lutas por um novo Estatuto para a USP e pelas cotas. “As pessoas entendem a necessidade de combater a elitização da Universidade a partir das cotas”, declara Mayara Novais, diretora do DCE. A proposta aprovada defende “a desvinculação das cotas raciais das sociais e uma política específica de permanência”.

Os temas são considerados centrais para o próximo período e demandaram um calendário unificado do movimento estudantil em prol da democratização da universidade.  Segundo o DCE, em setembro serão realizadas ações “contra a truculência e o autoritarismo do [reitor João Grandino] Rodas, expressos na política de perseguição ao movimento estudantil e sindical”, e em outubro a entidade deve realizar, em conjunto com os centros acadêmicos, “um plebiscito em toda a USP a respeito das diretas para reitor e da Estatuinte na universidade”. A previsão é que para 2013, já a partir da calourada unificada, tenha início uma grande mobilização a favor da democracia na universidade.

 

Informativo nº 351

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