A Adusp está enviando aos membros do Conselho Universitário (Co) carta em que chama atenção para uma questão crucial na vida presente e futura da USP: a retomada do debate sobre a necessária e urgente democratização desta Universidade, a começar da sua estrutura de poder. No documento, a Adusp pede aos conselheiros que o debate seja amplo e não se limite às propostas oriundas das congregações. Confira: 

 

“São Paulo, 3 de outubro de 2012.

Prezado(a) Senhor(a) Conselheiro(a):

Por decisão da primeira assembleia geral (AG) da Adusp neste semestre, ocorrida em 27/9, que discutiu, entre outros assuntos, o da Democratização da Universidade, nos reportamos aos membros do Conselho Universitário (Co) da USP com o objetivo de  argumentar sobre a importância do tema e sobre a necessidade de ampliar sua discussão em todas as instâncias da universidade, atuando de forma exemplar para o conjunto da sociedade.

A reunião de junho do Co retomou o debate iniciado formalmente ainda na gestão da professora Suely Vilela sobre a estrutura de poder na USP, tendo como uma de suas preocupações centrais o processo de eleição do reitor e como subsídio especial a sistematização das propostas encaminhadas pelas várias congregações que discutiram a temática. Dada a importância desse processo, é preciso que elas retornem às unidades para que docentes, funcionários e estudantes tomem conhecimento e discutam o conjunto das propostas apresentadas, ampliando assim o debate sobre o Estatuto da USP.

Por considerar essencial que sejam apreciadas todas as propostas sobre o tema e não apenas aquelas oriundas das congregações de unidades, solicitamos que os(as) senhores(as) conselheiros(as) envidem todos os esforços possíveis para que as propostas aprovadas pelos movimentos de estudantes, funcionários técnico-administrativos e docentes, encaminhadas pelas suas entidades representativas – DCE-Livre da USP, Sintusp e Adusp, respectivamente – também sejam discutidas.

Ressaltamos que uma mudança estatutária relativa à estrutura de poder na USP, que se pretenda representativa, não pode prescindir do reconhecimento de toda a comunidade universitária, o que só poderá ser alcançado se o processo de discussão e deliberação for aberto e amplo. Se realizado de forma democrática, certamente tal processo permitirá a participação efetiva dos três segmentos organizados da comunidade e contribuirá para uma democratização real, tanto dos órgãos colegiados da universidade quanto dos processos de eleição de reitor e diretores de unidades.

Assim procedendo, o(a) Conselheiro(a) estará agindo no interesse de toda a comunidade universitária e terá contribuído para a necessária democratização da instituição, cumprindo um papel educativo efetivamente exemplar.

 

Professora Heloísa Borsari

p/AG da ADUSP de 27/9/2012”

 

Informativo nº 353