HRAC

  • Professor que implantou curso de Medicina de Bauru revela que foi exonerado pelo reitor por discordâncias graves com a FOB e com “organização social de saúde” Famesp

    Primeiro, houve uma tentativa de ingerência na proposta curricular do curso aprovada pelo Co. Tivemos também dificuldades com a concepção do HC. A Famesp estava interessada em transferir seu hospital de urgência para o Centrinho [HRAC]. Fomos contrários a isso. A FOB politizou a questão e a Reitoria interveio”, declarou José Sebastião dos Santos aoInformativo Adusp

    Professor José Sebastião dos Santos

    Presidente da Comissão de Implantação e primeiro coordenador do curso de Medicina da USP em Bauru, o professor José Sebastião dos Santos, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP), admitiu ao Informativo Adusp, nesta segunda-feira (17/6), ter entrado em rota de colisão com a Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB). Os principais conflitos deram-se em torno do conteúdo da grade curricular do curso — criado, em 2017, no âmbito da FOB — e da concepção e papel do novo Hospital das Clínicas (HC) de Bauru, sucessor do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), conhecido na cidade como “Centrinho”.

    Até recentemente, Sebastião acumulava a coordenação do curso com o cargo de superintendente do HRAC. “Tive que trabalhar com professores que são mais da linha tecnológica e outros da saúde pública, mas isso é natural”, disse, referindo-se à existência de “conflitos ideológicos”. Esse, porém, teria sido apenas o “pano de fundo” das divergências mais graves. “Mas a FOB politizou a questão e a Reitoria interveio. Fui exonerado há duas semanas”, revelou. “Foi um conflito de métodos”.

    As divergências no campus da USP de Bauru vieram a público na reunião do Conselho Universitário (Co) de 11/6, por meio de denúncias apresentadas por Neli Wada, representante dos funcionários técnico-administrativos. “Primeiro, houve uma tentativa de ingerência da FOB na proposta curricular do curso aprovada pelo Co”, explicou Sebastião. “Tivemos também dificuldades com a concepção do HC. A [organização social de saúde] Famesp estava interessada em transferir seu hospital de urgência para o Centrinho. Fomos contrários a isso”.

    De acordo com o professor, o currículo aprovado no Co, e defendido por ele, era alinhado “às Diretrizes Curriculares de 2014” e à Constituição de 1988. “É um curso muito voltado para metodologias ativas e interativas, para as políticas públicas de saúde, com ensino da ciência básica interagindo com as ciências aplicadas desde o início”. Sebastião considera, no entanto, que este problema foi superado.

    “O curso foi bem no primeiro ano”, destacou o ex-coordenador, rebatendo este aspecto das declarações feitas por Neli Wada no Co. “Desde o início os estudantes passam por avaliação externa. Tiveram a melhor média geral” [comparados aos alunos de outras instituições]. Ao final da conversa com o Informativo Adusp, Sebastião enfatizou: “Gostaria que vocês corrigissem isso. Apesar de poucos recursos e novo, o curso está bem”.

    Articulação da “organização social de saúde” Famesp foi rechaçada

    Havia uma articulação para que o Hospital de Base da cidade passasse a funcionar dentro do HC. “Não tinha cabimento misturar hospital de urgência com hospital de cirurgias eletivas, que é o escopo do Centrinho”, diz Sebastião, explicando sua discordância. Famesp é o nome fantasia da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar, OSS sediada em Botucatu e que responde, em Bauru, pela gestão do Hospital Regional, pertencente à Secretaria Estadual da Saúde (SES-SP), e do Hospital de Base, pertencente à Prefeitura. O hospital de urgência a que se refere o ex-coordenador do curso de Medicina é o Hospital de Base, espécie de pronto-socorro público central da cidade.

    Ele disse ainda que, durante a sua gestão, elaborou um projeto de complexo hospitalar para a cidade de Bauru, de modo a permitir a cooperação entre os diferentes hospitais existentes. “Seria bom para o curso, para os estudantes”. Os documentos relativos a esse projeto foram colocados à disposição da Reitoria.

    “Este foi o segundo conflito”, resume. Ele nega, porém, que a Famesp tenha saído vitoriosa. “A ideia de trazer o Hospital de Base para o Centrinho foi rechaçada. Parece que a Secretaria Estadual da Saúde tem clareza de que isso não é uma saída”. A opinião do ex-coordenador é confirmada pela nota divulgada pela direção da FOB em 12/6, um dia após a última reunião do Co (leia a íntegra ao final deste texto).

    Sebastião faz um balanço positivo de sua atuação à frente do curso e do HRAC: “Fiquei dois anos lá. Deu para pelo menos implantar o início do curso. As coisas estavam encaminhadas”. Apesar disso, não deixa de sinalizar que foi sabotado pela direção da FOB. “De certa forma, nos últimos meses os investimentos começaram a retardar. Estava prevista a contratação de seis docentes em tempo parcial em fevereiro, mas não aconteceu e foi suprida por docentes de Ribeirão Preto. Isso foi retardado. Já fazia parte de uma estratégia da FOB. Logo que saí os editais apareceram”.

    Convidado a comentar a proposta de criação da Faculdade de Medicina de Bauru, apresentada na reunião de 11/6 do Co pelo professor Carlos Ferreira dos Santos, diretor da FOB e novo superintendente do HRAC, Sebastião respondeu prontamente: “Está propondo para o público. Internamente não é a proposta dele. Internamente ele diz que o curso é da FOB. Quem está propondo isso sou eu. Precisa ter uma personalidade jurídica, que não pode ser a FOB”.

    Em 2014, Sebastião foi o autor de um relatório sobre o Hospital Universitário (HU) e o HRAC encomendado pelo reitor M.A. Zago. O relatório, cujas conclusões foram vivamente rejeitadas pelo corpo médico do HU, foi apresentado ao Co, em agosto daquele ano, como “peça de resistência” da proposta de Zago de desvincular da USP ambos os hospitais. Na ocasião, o então reitor conseguiu aprovar a desvinculação do HRAC, absurdamente transformado pelo Co em “entidade associada à USP”. O professor da FMRP negou, contudo, que tenha proposto a desvinculação.

    Reunião define perfil assistencial do Hospital das Clínicas de Bauru”

    Sob o título acima, a Diretoria da FOB emitiu em 12/6 nota com o seguinte teor: “O professor Carlos Ferreira dos Santos, diretor da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB-USP) e superintendente do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC-USP), participou nesta terça-feira, 12/6/2019, de reunião na Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). Ficou definido o perfil assistencial do Hospital das Clínicas de Bauru, sendo descartada a transferência do Hospital de Base para o HC, que será uma nova unidade hospitalar da SES-SP em Bauru, com vistas a manter e fortalecer a excelência do HRAC-USP e complementar as necessidades dos 68 municípios que compõem o Departamento Regional de Saúde (DRS-6);

    - Além do dirigente da USP-Bauru, participaram da reunião: José Henrique Germann Ferreira, secretário de Estado da Saúde; Alberto Hideki Kanamura, secretário adjunto da SES-SP; Olímpio José Nogueira Viana Bittar, assessor de Gabinete da SES-SP; e os professores Vahan Agopyan, reitor da USP; Antônio Carlos Hernandes, vice-reitor da USP; Edmund Chada Baracat, pró-reitor de Graduação da USP; Tarcisio Eloy Pessoa de Barros Filho, diretor da Faculdade de Medicina (FM-USP) de São Paulo; Margaret de Castro, diretora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP); Paulo Francisco Ramos Margarido, superintendente do Hospital Universitário (HU-USP); e Adriana Fragalle Moreira, procuradora geral da USP;

    - As especialidades e serviços serão definidos conjuntamente com o DRS-6 e os demais hospitais da SES-SP em Bauru, em um desenho maior que visa a formação de um complexo hospitalar para otimização de insumos e equipes;

    - A reunião deste dia 12/6/2019 ratifica, assim, proposta definida em reunião no DRS-6 realizada no dia 15/4/2019, na qual foi delineado – de forma consensual entre os representantes da USP (professores Carlos Ferreira dos Santos e José Sebastião dos Santos), DRS-6/SES-SP, Secretaria Municipal de Saúde de Bauru, Hospital de Base e Ministério Público Estadual – que o Hospital de Base seja destinado exclusivamente e seja a grande referência para atendimento dos casos de urgência e emergência, e que os demais hospitais da cidade sejam unidades de atenção eletiva, com ordenação de acesso mediante regulação, visando organizar e racionalizar a rede hospitalar, com tipificação dos serviços. Na mesma reunião de 15/4/2019, foi tratado ainda que poderiam ser incorporados ao HC, portanto, procedimentos cirúrgicos eletivos de baixo risco atualmente realizados no Hospital de Base, dentro de uma lógica de reforçar a excelência do HRAC, em áreas, por exemplo, como neurocirurgia pediátrica e otorrinolaringologia;

    - Importante esclarecer ainda que, representando a USP em comissão com a finalidade de estabelecer esse perfil assistencial do HC de Bauru, os professores Carlos Ferreira dos Santos e José Sebastião dos Santos sempre se posicionaram contrários a uma eventual transferência do Hospital de Base para o HC. Portanto, é uma inverdade que a FOB teria aceitado proposta dessa transferência;

    - Conforme delineado de forma consensual nas tratativas mencionadas, apenas alguns procedimentos eletivos (jamais urgência e emergência) hoje feitos no Hospital de Base poderiam ser realizados no HC, para potencializar o que é feito atualmente no HRAC-USP, em consonância com as necessidades dos 68 municípios do DRS-6;

    - Com relação ao Curso de Medicina, a FOB e a Universidade têm empenhado todos os esforços para o seu pleno desenvolvimento, com investimentos de quase R$ 1 milhão da atual gestão da Faculdade de Odontologia de Bauru somente na estruturação e compra de equipamentos e livros específicos. Além dos professores exclusivos do Curso já atuantes, dos docentes da FOB e colaboradores de outras unidades da USP, oito novos professores serão contratados no segundo semestre de 2019;

    - Por fim, reitera-se que o professor Carlos Ferreira dos Santos defendeu, em reunião do Conselho Universitário da USP realizada no dia 11/6/2019, em São Paulo, a criação da Faculdade de Medicina e a implantação efetiva do novo Hospital das Clínicas no campus de Bauru. E que a FOB apoia totalmente a criação da nova Unidade de Ensino, a Faculdade de Medicina de Bauru, e a estruturação do Hospital das Clínicas, que incorporará a excelência do HRAC”.

     
  • Curso de medicina de Bauru não tem professores para disciplinas básicas, nem investimentos, denuncia integrante do Conselho Universitário na reunião de 11/6

    Neli Wada revelou que a Funcraf devia R$ 5 milhões à USP. Diretor da FOB, Carlos Ferreira dos Santos, nega problemas, mas defende criação de uma faculdade de medicina para administrar o curso: “um diretor seria louco de não querer uma nova unidade, para inclusive desonerar seus dois outros cursos”

    A crise no curso de medicina da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e a situação nada transparente enfrentada pelo Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), conhecido naquela cidade como “Centrinho”, foi abordada na reunião do Conselho Universitário da USP realizada no dia 11/6/2019, em São Paulo. A reunião teve como principal ponto de pauta a discussão do reajuste salarial de 2,2% proposto (e imposto) pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).

    Neli Wada, funcionária do HRAC e representante dos trabalhadores no Co, leu um texto preparado pela comunidade local. Contundente, o documento principia lembrando que, na gestão do reitor M.A. Zago, o Co aprovou a desvinculação do HRAC, “vendendo o hospital de excelência e referência internacional para o governo do PSDB”, ao mesmo tempo em que a nova direção do hospital, a cargo da professora Maria Aparecida Moreira Machado, a Cidinha (atual pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária), se mostrava extremamente autoritária.

    “A turma da FOB, aquela que traiu a comunidade uspiana de Bauru, usou o Centrinho para o governo Alckmin e o ex-deputado Pedro Tobias, para fins eleitoreiros e, é lógico, poder”, disse a dirigente sindical. “Enganaram o povo, pois criaram uma faculdade de medicina usando o HRAC como hospital universitário sem investimentos, sem professores, e uma faculdade de medicina sem médicos. Enganaram os jovens, que acreditaram em um curso de qualidade, que passados seis meses não vingou, pois faltam professores e estrutura. E o que é pior: ninguém para ensinar matérias básicas de um curso de medicina, como anatomia, fisiologia e todos os conceitos das ciências biomédicas”.

    “Nesta semana, no dia 10, apareceu uma ‘bomba’ dentro do Centrinho”, continuou Neli, dirigindo-se ao reitor Vahan Agopyan. “O professor [José] Sebastião, que era o superintendente, reuniu todos os funcionários, reuniu os estudantes, junto com o presidente da Associação Paulista de Medicina, com o secretário de Saúde de Bauru, alguns vereadores, e nesta reunião, realizada no quiosque do centrinho, fez inúmeras denúncias. O professor segundo ele esperava que fossem contratados vinte e cinco professores para a faculdade [o curso] de medicina. Abriram um concurso público e contrataram cinco vagas [sic]. E durante esse concurso o professor denunciou que ele foi muito pressionado para que fossem essas vagas, do concurso público, para os amigos da FOB. Agora vai ter novamente um concurso para seis professores. Nós vamos estar de olho, porque a gente espera que também não sejam as vagas para os amigos da FOB”.

    Outra denúncia feita por José Sebastião dos Santos, segundo o texto lido por Neli, foi de que “existe uma dívida da Funcraf, fundação que em 2013, alegando rompimento de contrato com o hospital, demitiu 227 trabalhadores e ficou devendo grande parte das rescisões contratuais”, prosseguiu a representante dos trabalhadores no Co. “Essa dívida é de R$ 5 milhões. E duas semanas atrás, professor Vahan, é que, não sei por que, começaram a pagar a dívida: R$ 1,2 milhão foram devolvidos ao hospital, ficando o segundo débito, no valor de R$ 3,8 milhões, para a USP receber. E aí eu pergunto: será que só a Funcraf deve para a universidade? Não tem mais nenhuma fundação, instalada dentro da USP, que deva para a universidade?”

    Perseguições e processos contra funcionários

    Ao final da sua intervenção, dirigindo-se expressamente à professora Cidinha e ao professor Carlos Ferreira dos Santos, diretor da FOB (e atual superintendente do HRAC), ambos presentes à reunião do Co, Neli disse esperar que não haja novas punições de funcionários por dizerem a verdade, dando como exemplo os dois processos administrativos de teor persecutório abertos pela atual pró-reitora contra a funcionária Cláudia (não informou o sobrenome).

    Em resposta, o diretor da FOB disse que a unidade e a Reitoria “têm empenhado todos os esforços” no desenvolvimento do curso de Medicina, iniciado em 2018. Disse que já foram investidos cerca de R$ 1 milhão na estruturação do curso, com compra de equipamentos e livros específicos. “A contratação de professores estava a cargo do coordenador e agora assumimos, como diretor e vice-diretor, professor Guilherme [Pereira Janson], a gestão desses concursos. Tanto é verdade que amanhã [12/6], na reunião da Congregação, serão aprovados editais para sete vagas, sendo seis vagas em RTC e uma em RDIDP.

    Ainda segundo o diretor Santos, um concurso que aconteceria na semana passada “não aconteceu porque a banca declinou, inclusive o coordenador, que fazia parte da banca, mas imediatamente a nossa Congregação conseguiu deliberar uma nova comissão”. Porém, explicou, a candidata se manifestou dizendo que está no exterior e não participará do concurso, agendado para o final de junho. “Então obviamente tomaremos as providências para o preenchimento também desta vaga”.

    Santos propôs ao Co a criação de uma nova unidade para assumir o curso de medicina de Bauru. “Queremos dizer que a FOB é quem mais apoia a criação de uma nova unidade, a Faculdade de Medicina. Até mesmo porque, como acabei de dizer, perante todos esses conselheiros, quem paga a conta do curso de medicina é a FOB. Então um diretor seria louco de não querer a criação de uma nova unidade, para inclusive desonerar seus dois outros cursos”.

    Assista à integra da reunião do Co.

  • Criado em 15 dias curso de Medicina na FOB

    foto: Aceituno Jr./Jornal da Cidade de Bauru

    Celebrado o convênio, em 1º de agosto, secretário David Uip e Reitoria deram informações contraditórias sobre o HRAC e novo HC de Bauru

    A reunião do Co de 4 de julho referendou a proposta de criação de um curso de Medicina na Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB), cujas 60 vagas serão oferecidas a partir de 2018. A decisão formaliza convênio entre a USP e a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, que estipula a desvinculação do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais de Bauru (HRAC), pertencente à USP e conhecido como “Centrinho”. Os termos do acordo, entretanto, não foram divulgados publicamente.

  • Depois de transformar HRAC em “entidade associada”, Reitoria viola Estatuto da USP e nomeia superintendente

  • Mais mobilização contra a vetusta intransigência do Cruesp e a “austeridade” do governo Alckmin

    Resolução da Assembleia Geral da Adusp de 28/5/15

    A reunião entre Fórum das Seis e Cruesp de 25/5/15 terminou com uma proposta dos reitores altamente insuficiente no que se refere à preservação do poder aqui­si­tivo dos salários e das condições de vida de docentes e funcionários técnico-administrativos.

  • Alckmin ataca novamente as universidades estaduais

    Governador propõe na LDO-2016 repasse de “no máximo” 9,57% do ICMS-QPE! Na USP intransigência da Reitoria e a CERT voltando ao ataque

    Enquanto nos organizamos para pressionar o Conselho de Reitores (Cruesp) na reunião de negociação salarial agendada para 14/5/15, na sede do Cruesp (esquina das ruas Itapeva e Rocha), realizando na mesma data, hora e local um ato público por recomposição salarial pelo ICV-Dieese de maio/14 a abril/15, mais 3% de recuperaçao de perdas históricas, o governo Alckmim enviou à Assembleia Legislativa (Alesp) seu projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2016.

  • Relação de ofícios da Adusp não respondidos pela Reitoria

     

    Ofício Adusp/data/destinatário(s) Assunto
    009, de 3/4/2014 - Ao reitor, c/c para diretora da EACH e superintendente da SEF Encaminha para conhecimento e providências cópia de ofício do comandante do Corpo de Bombeiros, o qual informa que a “edificação” (campus da EACH) se encontra irregular quanto ao regulamento contra incêndios. Não se tem notícia de que a situação tenha sido regularizada.
    011, de 11/4/2014 - Ao reitor Solicita cópia dos contratos firmados com instituições esportivas (clubes Corinthians, Pinheiros, Bandeirante e Paulistano). Solicita que se esclareça se a aprovação dos referidos contratos foi submetida à aprovação das instâncias competentes da USP.
    016, de 13/6/2014 - Ao reitor Solicita informações sobre o anúncio feito pelo reitor na sessão do Co de 3/6/2014 (e posteriormente em carta de 21/7/2014 dirigida a todos os docentes), de sindicância quanto à aprovação do processo de carreira dos funcionários técnico administrativos e da progressão horizontal dos docentes e sobre auditoria dos gastos da gestão anterior.
    019, de 10/7/2014 – Ao Serviço de Informação ao Cidadão (SIC-USP) Solicita o detalhamento “item a item” dos recursos próprios da USP e das obras que foram suspensas (com os respectivos órgãos decisórios e justificativas), conforme constam do balanço orçamentário para 2014, distribuído na reunião do Co de 25/2/2014.
    024, de 24/7/2014 – Ao coordenador da Codage Solicita reunião para tratar do corte de ponto dos funcionários do DRH durante a greve.
    025, de 31/7/2014 – Ao pró-reitor de Pesquisa Encaminha Carta Aberta dos docentes da USP ao pró-reitor de Pesquisa. A carta, aprovada em assembleia em 28/7/2014, critica o uso do correio eletrônico institucional pela PRP de modo indevido e em desacordo com as normas vigentes da USP.
    031 e 032, de 8/9/2014 - Aos pró-reitores de Graduação e de Pós-Graduação Solicita a elaboração de calendários para o pós-greve que garantissem, em todas as disciplinas, cursos e unidades de ensino, o respeito à reposição com qualidade das atividades acadêmicas afetadas pela greve.
    036, de 29/10/2014 - Ao reitor Dá ciência ao reitor do empenho e insucesso em se conseguir agendar um debate com um representante do GT-Atividade Docente, bem como da ausência de notícias públicas sobre as atividades desse grupo de trabalho. Solicita informações a respeito e reitera o convite para realização de um debate com o GT.
    042, de 16/12/2014 - Ao reitor Solicita a cessação do uso político indevido dos recursos eletrônicos da USP como modo privilegiado de acesso ao corpo da universidade, para emissão de juízo ou opinião política por parte dos detentores de cargos da Reitoria. Para registrar a cessação deste tipo de uso indevido, reivindica a divulgação, pela Reitoria, de um texto de autoria da Comissão Permanente de Mobilização da Adusp, elaborado em resposta a um artigo do professor José de Souza Martins enviado, pela PRP, a todo o corpo da universidade no dia 3/12/2014.
    001, de 15/1/2015 - Ao reitor Contesta o parecer da CLR sobre a legalidade da desvinculação do HRAC e reitera a solicitação de que a matéria seja incluída na pauta da reunião seguinte do Co, com base em manifestação em anexo da Assessoria Jurídica da Adusp.
    005 a 008, de 29/4/2015 – Ao reitor e aos pró-reitores de Graduação, de Pós-Graduação e de Pesquisa Solicita toda a documentação relativa a convênios firmados entre a USP e/ou unidades de ensino e pesquisa, de um lado, e fundações privadas autodeclaradas “de apoio”, de outro lado.
    009, de 29/4/2015 Solicita toda a documentação disponível na PRCEU relativa a convênios firmados entre a USP e/ou unidades de ensino e pesquisa, de um lado, e fundações privadas autodeclaradas “de apoio”, de outro lado. Caso único, foi prontamente respondido pela pró-reitora de Cultura e Extensão Universitária. Contudo, a Adusp considerou insuficiente a resposta e lhe dirigiu nova correspondência, solicitando mais explicações (Ofício Adusp 10/15, de 6/5/15).

     

  • Adusp, Sintusp e Simesp pedem ao MPE inquérito civil para investigar ações da Reitoria contra HU e HRAC

  • Para Waldyr Jorge, PIDV causou “perda de quadros qualificados” e foi “equívoco”

  • Deliberações da Assembleia Geral de 12/03/2015

    1 – Campanha de data base 2015:

    • quanto à reivindicação salarial foi aprovada, como indicativa para o Fórum das Seis, a proposta de reposição salarial na data-base para docentes e servidores técnico-administrativos das três universidades e do Centro Paula Souza, correspondente à inflação do período maio/2014 a abril/2015, de acordo com o ICV do Dieese. Nova negociação em setembro/outubro 2015.

    • Vem chumbo grosso!

      Em 23/2 teve início o primeiro semestre letivo de 2015. A julgar pela conjuntura política e econômica da sociedade e da universidade neste começo de aulas, parece sensato preparar-se não para chuvas regulares, mas para um período de chumbo grosso e total insensibilidade da dinastia que dirige a USP.

    • Co ignora petição e deixa HRAC fora da pauta

      A reunião de 3/3 do Conselho Universitário (Co) foi iniciada com a manifestação do reitor M.A. Zago, que leu trechos do documento de fundação da USP em 1934, reafirmando a sua atualidade. Em seguida apresentou um balanço de seu primeiro ano de gestão, salientando suas ações no sentido de promover “democratização” (sic) e “transparência” (sic). A EACH foi citada a respeito da interdição. O reitor apresentou na sequência uma avaliação (pessimista) das perspectivas financeiras da universidade e reafirmou a necessidade de cortes de despesas. Concluiu comentando o Plano de Metas para 2015.

    • Os embates políticos de 2015

      Lutas por democracia, transparência, salário, preservação do HU e do HRAC e contra os ataques da Cert devem marcar o próximo ano...

      As conquistas políticas, organizativas e salariais da greve de 118 dias realizada pelas estaduais paulistas deixaram marcas importantes, mas ainda há batalhas a travar, que deverão ocorrer em 2015.

    • Inclusão do HRAC na pauta do Co

      A Adusp oficiou em 12/11 à Secretaria Geral da USP, encaminhando as assinaturas de 21% de membros do Conselho Universitário favoráveis a que seja incluída, na pauta da próxima reunião, apreciação da petição da Adusp para que seja anulada a desvinculação do HRAC, decidida irregularmente em 26/8.

    • Documentos e ofícios

    • Câmara Municipal de Bauru aprova moções do Fórum da Seis em defesa do “Centrinho”

      Por entender que “o Centrinho foi o berço de pesquisas que transformaram positivamente a vida de milhares de pessoas, que recebia e ainda recebe pacientes, estudantes, profissionais de diferentes Estados do Brasil e de outros países em busca da troca de experiência, da excelência e do tratamento conceituado”, a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participa­ti­va da Câmara Municipal de Bauru aprovou moção de apelo ao Conselho Universitário (Co) da USP, instando esse colegiado, “enérgica e enfaticamente”, a rever a modificação realizada em 26/8 no artigo 8º de seu Regimento Geral e assim manter o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), o chamado “Centrinho”, como órgão complementar da universidade.

    • Adusp pede ao Conselho Universitário que a desvinculação do HRAC seja anulada, porque não obteve quórum devido

      A Adusp protocolou na Reitoria, em 29/9, petição ao Conselho Universitário (Co) para que decrete a nulidade da decisão, tomada em 26/8/14, de desvinculação do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), de Bauru. A petição seguiu em anexo ao ofício 035/2014, encaminhado ao secretário-geral da USP, professor Ignacio Poveda.

    • Atos públicos em Bauru em defesa do HRAC: "Fica, Centrinho!"

      Foram realizados dois atos públicos em defesa do HRAC de Bauru, em 23/9 e 2/10. Confira reportagem do Jornal da Cidade de Bauru sobre o ato de 2/10.

    • Após apoiar abertamente desvinculação do HRAC no Co, diretora da FOB recua e faz declarações contraditórias

      A diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru (FOB) e presidente do Conselho Deliberativo do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais de Bauru (HRAC, chamado de "Centrinho"), Maria Aparecida Machado, a Cidinha, vem recuando da posição que sustentou abertamente na reunião do Conselho Universitário (Co) de 26/8, de apoiar decididamente a proposta da Reitoria de desvinculação do hospital.

    • Bauru rebela-se contra transferência do HRAC

      Uma audiência pública sobre a desvinculação do HRAC (“Centrinho”), realizada em 16/9, lotou a Câmara Municipal de Bauru e mostrou forte resistência ao projeto do reitor M.A. Zago. O prefeito Rodrigo Agostinho compareceu e disse que o HRAC deve ser defendido “com unhas e dentes”. A convite da Câmara Municipal, o professor Francisco Miraglia manifestou-se, em nome da Adusp, e informou que a entidade pedirá ao Conselho Universitário da USP (Co) que a desvin­cu­la­ção seja revogada, até porque não obteve o quórum necessário.

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