Marcílio Ventura, coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), faleceu nesta semana aos 67 anos de idade. Sua morte surpreendeu a comunidade da Unicamp, uma vez que ele vinha participando normalmente das atividades sindicais, e priva o Fórum das Seis, que articula os sindicatos das três universidades estaduais, de um histórico lutador.

O dirigente do STU diante da Reitoria da USP, em protesto do Fórum das Seis em outubro de 2021
Imagem registrada provavelmente em 2005

O STU emitiu nota de pesar, na qual informa que Marcílio deixa um filho, familiares e amigos. Ele era funcionário da Unicamp havia mais de 36 anos e atualmente estava lotado no Centro de Componentes Semicondutores e Nanotecnologias (CCSNano).

Militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) por três décadas, Marcílio integrava sua direção municipal e também atuava na Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), ligada ao partido. Ainda segundo a nota do sindicato, Marcílio, conhecido como “Comandante”, ingressou na diretoria do STU na gestão iniciada em 2002, pelo processo de proporcionalidade na base.

“Até seus últimos dias, Marcílio participou ativamente das ações sindicais, presenciais e virtuais, com coragem e muita disponibilidade de luta”, diz a nota do STU. “Seus cabelos brancos, sua marca registrada, denunciavam seus longos anos de luta em defesa de melhores condições de vida, de salário, de trabalho e por um serviço público gratuito, autônomo e de qualidade. Comandante Marcílio foi um militante de causas importantes do país e da Unicamp, lutando pela democracia, liberdades e direitos”.

Também a Associação de Pós-Graduandas e Pós-Graduandos da Unicamp (APG Unicamp) manifestou, em nota, profundo pesar pelo falecimento do sindicalista, prestando homenagem à sua memória. “Marcilio foi um dos grandes apoiadores da organização das entidades estudantis, além de ter dedicado décadas de sua vida à luta dos trabalhadores e trabalhadoras da Unicamp. Como organização parceira do STU, solidarizamo-nos com os companheiros que sempre estiveram ao lado de Marcilio na luta sindical”.  

O Fórum das Seis expressou sua tristeza pela perda de Marcílio em moção intitulada “Um comandante sempre presente nas lutas dos trabalhadores. Ao companheiro Marcílio, nossas homenagens!”, na qual destaca a sua combatividade e rememora sua trajetória como trabalhador e como sindicalista.

“Sua história na Unicamp teve início em 1982, quando ingressou como trabalhador da obra. Por conta de participação em greves, foi demitido. Em 1984, retornou como trabalhador administrativo, por concurso público. Sempre participou das lutas da Unicamp, desde o tempo da ASSUC [associação dos servidores]. Tinha muito orgulho de trabalhar na Universidade. Dizia que entrou na Unicamp analfabeto e concluiu o nível superior — era formado em Geografia pela PUC/Campinas”, relata a moção do Fórum.

“No STU, começou atuando no Conselho de Representantes e, depois, fez parte da diretoria na gestão 2002-2005. Visto pelos companheiros como uma liderança ponderada e muito comprometido com a causa dos trabalhadores, cumpriu várias funções no STU e ajudou na organização de dezenas de mobilizações e conquistas”, prossegue.

“Gostava de lembrar da greve da área da saúde, iniciada em 2/1/2006, um dia depois das comemorações da virada do ano, movimento que teve participação majoritária de mulheres trabalhadoras. Uma das tarefas que tinha no STU era acompanhar as reuniões e negociações do Fórum das Seis”. E conclui: “Fará falta em nossas lutas!”.

Íntegra da nota do STU

Companheiro Marcílio, presente!

É com imensa dor e tristeza que o STU (Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp Sindical) informa o falecimento do nosso Coordenador Geral, Marcílio Ventura, aos 67 anos.

Natural de Campinas/SP, deixa um filho, familiares e amigos.

Funcionário da Universidade Estadual de Campinas há mais de 36 anos, atualmente, trabalhava na unidade CCSNano (Centro de Componentes Semicondutores e Nanotecnologias).

Marcílio, conhecido por todos como Comandante, entrou para a diretoria do STU, na gestão 2002-2005, pelo processo de proporcionalidade na base.

Antes disso, já estava na luta sindical por mais de 35 anos e, recentemente, integrava a Coordenação Geral do STU.

Marcílio também militou por 30 anos no PCdoB (Partido Comunista do Brasil). Foi da direção municipal por vários mandatos e fazia parte da Comissão Sindical Municipal e da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).

Até seus últimos dias, Marcílio participou ativamente das ações sindicais, presenciais e virtuais, com coragem e muita disponibilidade de luta.

Seus cabelos brancos, sua marca registrada, denunciavam seus longos anos de luta em defesa de melhores condições de vida, de salário, de trabalho e por um serviço público gratuito, autônomo e de qualidade.

Comandante Marcílio foi um militante de causas importantes do país e da Unicamp, lutando pela democracia, liberdades e direitos.

Lamentamos profundamente o falecimento e prestamos solidariedade aos familiares e amigos do companheiro.

Marcílio fará uma falta imensa em nossas vidas!

 
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