Assembleia virtual desta terça 16/3 iniciará debates sobre a campanha salarial, condições de trabalho remoto e presencial sob a pandemia, valorização da carreira docente e outros itens que deverão fazer parte da negociação com o Cruesp a partir de maio

A consulta online encaminhada pela Adusp sobre as questões referentes à data-base 2021 foi encerrada nesta segunda-feira (15/3), às 9 horas, com a expressiva participação de 601 docentes. Os resultados serão apreciados e debatidos na assembleia geral virtual da categoria, que será realizada nesta terça-feira (16/3), às 16h. A assembleia será a primeira da Adusp na atual data-base e está vinculada aos encaminhamentos do Fórum das Seis.

A grande maioria dos docentes participantes, 431 ou 72%, entendem que a campanha salarial deste ano deve ser mantida, “com aplicação imediata do resultado das negociações”. Outros 164 (27%) avaliam que a campanha salarial deve ser mantida, “mas o resultado das negociações deve ser implementado em 2022”. Seis docentes (1%) não responderam a esse quesito, o primeiro da consulta.

O segundo quesito diz respeito à reivindicação salarial em si: 450 docentes (75%) são favoráveis a reivindicar “um plano de reposição das perdas salariais acumuladas, com uma primeira parcela imediata”, ao passo que outros 146 (24%) preferem “a reposição imediata do total das perdas salariais”. Cinco docentes não responderam (1%).

A terceira questão feita pela consulta provocou maior dispersão das opiniões. A maioria relativa dos docentes — 210 ou 35% — manifesta que, em caso de reposição imediata, os sindicatos devem reivindicar “a reposição das perdas desde maio de 2008: cerca de 28,63%, mais a inflação de maio de 2020 até abril de 2021: cerca de 6,33%”. Outros 112 (19%) preferem reivindicar a “reposição das perdas desde maio de 2016 até abril de 2020: cerca de 9,53%, mais a inflação de maio de 2020 até abril de 2021: cerca de 6,33%”.

Ainda nesse quesito, outros 90 docentes (15%) apoiam que seja reivindicada apenas a inflação dos últimos 24 meses, ou seja 8,93%, enquanto 63 (10%) entendem que deve ser reivindicada somente a inflação dos últimos 12 meses: 6,33%. Por fim, nada menos do que 126 docentes (21%) preferiram não responder.

A quarta questão diz respeito a qual seria a reivindicação de reajuste para 2021 caso seja negociado um plano de reposição salarial, sendo esta a primeira etapa a receber. Nela, 300 docentes (50%) apontaram a alternativa “a reposição das perdas desde maio de 2008 até abril de 2020: cerca de 28,63%, mais a inflação de maio de 2020 até abril de 2021: cerca de 6,33%”. Como no quesito anterior, houve uma dispersão dos demais respondentes no tocante às outras propostas.

Assim, 106 docentes ou 18% optaram pela alternativa “reposição das perdas desde maio de 2016 até abril de 2020: cerca de 9,53%, mais a inflação de maio de 2020 até abril de 2021: cerca de 6,33%”, enquanto 98 ou 16% apoiam que a reivindicação seja a inflação dos últimos 24 meses: 8,93%. Outros 76 (13%) preferem que seja a inflação dos últimos 12 meses: 6,33%. Vinte e um docentes não responderam (3%).

A inclusão da valorização salarial dos níveis iniciais de carreira entre os objetivos da campanha salarial é maciçamente apoiada pelos respondentes: 518 docentes (86%) deram seu aval à proposta. Apenas 75 se mostraram desfavoráveis (12%). Apenas oito deixaram de responder a esse quesito.

Na oitava questão, na qual os respondentes puderam assinalar mais de uma alternativa, três itens foram apontados como prioritários na atual campanha salarial, recebendo apoio de mais de 50% dos docentes consultados: reajuste salarial (530), fim da suspensão da contagem de tempo (452) e contratação de docentes (315). Foram indicados por mais de um terço dos participantes os itens valorização dos níveis iniciais da carreira (285), reajuste dos cartões alimentação e refeição (253), condições para o retorno presencial (236) e fim do ranqueamento na progressão horizontal (216).

As novas condições de trabalho decorrentes da pandemia de Covid-19 também foram objeto da consulta realizada pela Adusp. A grande maioria dos docentes participantes — 464 ou 77% — avalia que os sindicatos “devem negociar as condições para o exercício das atividades remotas”. Contra essa proposta colocaram-se 129 docentes (21%). Oito docentes não responderam a esse quesito.

Do mesmo modo, a maior parte dos docentes consultados — 473 ou 79% — defende que os sindicatos “devem negociar as condições para o retorno presencial das atividades, quando o quadro sanitário vier a permitir”. A proposta foi rejeitada por 127 docentes (21%). Apenas uma pessoa não respondeu.

As dez unidades que contaram com maior número de docentes participantes foram FFLCH: 99 (16,5%), EACH: 35 (5,8%), ICMC: 34 (5,7%), EP: 32 (5,3%), IME: 30 (5,0%), FE: 27 (4,5%), FFCLRP: 26 (4,3%), FMRP: 21 (3,5%), IB: 20 (3,3%) e IF: 19 (3,2%) (vide relação completa na página 12 do relatório da consulta).

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