Universidade
Protesto denuncia “situação dramática” do Hospital Universitário; Reitoria sucateia para entregar à iniciativa privada, denuncia Sintusp
Mais uma manifestação de protesto contra o “desmanche programado” do Hospital Universitário da USP (HU) foi realizada nesta sexta-feira, 31, em frente à entrada principal do prédio, por iniciativa do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). Exatamente uma semana antes, uma tubulação de água se rompeu e inundou parte do HU.
“O rompimento de uma tubulação de água trouxe à tona mais uma vez a situação dramática em que o HU se encontra. Não foi algo momentâneo. O rompimento da tubulação é decorrência de anos sem a devida manutenção, com vazamentos frequentes, falta de água quente, caldeiras envelhecidas”, denuncia Patrícia Sayuri Tanabe Galvão, diretora do Sintusp.
Trata-se de uma política deliberada da Reitoria da USP de sucatear o HU, acusa Patrícia: “Com mais de 8 bilhões de reais em caixa, essa situação não é por falta de dinheiro, levando os trabalhadores a adoecerem por causa da sobrecarga de trabalho e colocando em risco os pacientes atendidos, além de deixar de atender milhares de outros por causa do fechamento de leitos”.
No seu entender, “a Reitoria deixa chegar nessa situação para forçar a entrada de ‘organizações sociais de saúde’, de fundações privadas, como forma de entregar um hospital-escola do porte do HU à iniciativa privada, e assim drenar o dinheiro público para encher o bolso de alguns empresários da saúde e burocratas acadêmicos”.
O ato realizado nesta sexta 31, explica a diretora do Sintusp, pretende dar novo impulso à campanha em defesa do HU e pressionar a Reitoria não só para que tome as medidas necessárias para a manutenção predial, mas também para que “contrate médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e administrativos, por concurso público e de forma permanente, para que o HU funcione plenamente a serviço da população”.
Além de dirigentes do Sintusp e funcionários(as) do HU, participaram do ato as vereadoras Luana Alves, de São Paulo, e Mariana Conti, de Campinas, ambas do PSOL, e Mário Balanco, representante do Coletivo Butantã na Luta.
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