Campanha Salarial 2013
Cruesp mantém 5,39% e encerra negociação
Na segunda rodada de negociações da data-base 2013, realizada em 24/5, os representantes do Fórum das Seis informaram aos reitores os resultados das assembleias de base, que foram unânimes em considerar insuficiente o reajuste de 5,39% e cobraram um cronograma para discussão do conjunto da Pauta Unificada. O Fórum insistiu na necessidade de definição conjunta de políticas de tratamento isonômico e de políticas de acesso e permanência estudantil nas três universidades estaduais e no Centro Paula Souza.
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A diretoria da Adusp, seguindo a deliberação da assembleia de 16/5, defendeu nas reuniões do Fórum das Seis a apresentação de uma contraproposta ao índice de 5,39 apresentado pelo CRUESP, posição adotada também pela Adunicamp. No entanto, o Fórum das Seis optou por insistir nos 11%
O Fórum decidiu encaminhar às assembleias das categorias o indicativo de um dia de paralisação, com ato unificado na Unicamp, no dia 11/6, data em que o STU tem agendada uma reunião com o reitor da Unicamp, para tratar da equiparação do piso salarial ao dos funcionários da USP.
A diretoria da Adusp avalia que, no momento, não há mobilização suficiente para aprovar essa paralisação, além de considerar inadequado realizar um ato unificado durante negociação de pauta específica dos funcionários da Unicamp. Ademais, em 11/6 já está agendado um debate sobre eleição de reitor(a), organizado conjuntamente com o DCE, APG e Sintusp.
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Além disso, o Fórum informou que parte das entidades que o compõem (especialmente na Unesp) realizou paralisação no dia da negociação. Os reitores também ouviram relatos sobre a mobilização dos estudantes da Unesp, em greve em alguns campi, devido à situações insustentáveis, que podem ser resolvidas por meio do atendimento das reivindicações relativas à permanência estudantil contidas na Pauta Unificada.
O presidente do Cruesp e reitor da Unicamp, professor José Tadeu Jorge, foi categórico: “Não é possível formular nova proposta de índice”, alegando o fato de a arrecadação do ICMS estar aquém do previsto. Afora isso, o professor reafirmou o entendimento do Cruesp de que as demais reivindicações do Fórum devem ser discutidas no âmbito de cada universidade. Ele dividiu a discussão em três blocos:
1º bloco: Relativo ao reajuste, o Cruesp considerou encerrada essa etapa, mas comprometeu-se em agendar reunião entre sua Comissão Técnica e o Fórum das Seis em setembro de 2013.
2º bloco: Relativo aos questionamentos feitos pelo Fórum das Seis por meio do Ofício Fórum nº 5/2013, que pede explicações detalhadas sobre os recursos existentes em cada universidade e no Centro Paula Souza: o Cruesp comprometeu-se a apresentar as respostas em até 30 dias. O Fórum sugeriu e os reitores concordaram que as respostas podem ser enviadas, à medida em que forem sendo organizadas pelos técnicos.
3º bloco: O Cruesp coloca aqui o restante da Pauta Unificada, remetendo-o à negociação no âmbito de cada universidade, num prazo de quatro meses. Este seria o espaço para a discussão das políticas de tratamento isonômico e das políticas de acesso e permanência nas universidades.
O Fórum das Seis cobrou a intervenção efetiva dos reitores nos debates sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2014, na Assembleia Legislativa, mas a informação é de que não houve nenhuma ação do Cruesp neste sentido. O Fórum, por sua vez, informou ter enviado emendas à LDO 2014: 33% da arrecadação do estado para o conjunto da educação pública, aí contidos 11,6% do ICMS para as universidades e 2,1% para o Centro Paula Souza.
Questionado pelo Sinteps, que representa funcionários e professores das ETEC e das FATEC, acerca do não repasse dos reajustes do Cruesp àqueles trabalhadores, conforme prevê a lei, mais uma vez o Cruesp manteve-se calado, demonstrando sua indiferença ao problema.
Indicativos do Fórum
• Nova rodada de assembleias de base até o dia 5 de junho, quarta-feira.
• Avaliação do indicativo de um dia de paralisação em 11/6, com ato unificado na Unicamp, pela reabertura de negociações e revisão do índice de reajuste. Neste dia já está agendada uma reunião do reitor da Unicamp (atual presidente do Cruesp) com o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU), para discutir, entre outros pontos, a reivindicação de isonomia de pisos e benefícios.
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