Conflito de interesses
“Não temos medido esforços para superar impasse”, diz professora Edilamar Menezes
Em resposta a questões que lhe foram encaminhadas pelo Informativo Adusp, a professora Edilamar Menezes de Oliveira, chefe do Departamento de Biodinâmica do Movimento do Corpo Humano da EEFE, voltou a declarar que tentou “intermediar uma conciliação” entre o professor Lancha Junior, acusado de assédio moral e de improbidade administrativa, e o professor Bruno Gualano, autor de denúncias contra Lancha Junior, e que “as partes não entraram em acordo”. A seguir, as perguntas e as respostas:
Informativo Adusp: “A ata da reunião de 9/2/17 do Conselho do Departamento de Biodinâmica do Movimento do Corpo Humano nas quais foi apreciado e recusado o pedido de transferência do professor Gualano para a FM registra o seguinte comentário da Sra. sobre a reportagem intitulada “Juíza afasta provisoriamente docente da EEFE acusado de uso indevido de equipamento da USP”, publicada na página digital da Adusp em 26/1/17: “A profa. Edilamar esclarece que com relação à matéria da Adusp, [nem] o departamento e nem a diretoria foram procurados para se manifestar sobre o assunto [e] só souberam quando a matéria foi publicada”. No entanto, a matéria trouxe declarações do professor Tricoli, diretor da EEFE, prestadas com exclusividade ao Informativo Adusp; e informou que o professor Lancha, vice-chefe do Departamento, foi procurado repetidas vezes para se manifestar sobre o caso. A Sra. tem algo a declarar a esse respeito?”
Professora Edilamar: “Manifesto que foi um equívoco em relação ao Diretor da EEFE-USP, mas não em relação ao Departamento, o qual não foi procurado para manifestar-se naquele momento”.
Informativo Adusp: “O recurso do professor Gualano à Congregação destaca o fato de que, na condição de chefe do Departamento, tendo recebido as denúncias de assédio moral feitas por ele contra o professor Lancha Junior, a Sra. minimizou-as, classificando a situação como mero ‘desentendimento entre docentes’, e ao invés de investigá-las ou de tomar medidas, buscou uma ‘conciliação entre as partes’. Ainda conforme o recurso, a atitude do Departamento atenta contra a moralidade administrativa. Como a Sra. avalia tais afirmações?”
Professora Edilamar: “Eu estou sendo informada a respeito do conteúdo do recurso encaminhado pelo Professor Bruno Gualano à Congregação neste momento pelo Sr., uma vez que a reunião do colegiado onde possivelmente esse recurso será apresentado será no dia 8/6/2017. Na qualidade de membro da Congregação, por ser Chefe do Departamento de Biodinâmica, somente terei acesso aos documentos da pauta da reunião após o envio da convocação para a reunião pela Direção da EEFE-USP”.
“Manifesto que o desentendimento entre os docentes nunca foi minimizado nem desprezado pelo Departamento, que em conjunto com a Direção da EEFE-USP tentou sim, por inúmeras vezes, contornar e intermediar uma conciliação entre os docentes. Nós não temos medido esforços para solucionar o impasse e causar o menor transtorno possível ao desenvolvimento das atividades de ensino, extensão e pesquisa, buscando garantir a continuidade de todos os trabalhos de iniciação científica dos alunos da graduação, dissertações e teses dos alunos na Pós-Graduação, bem como projetos de pesquisadores orientados e supervisionados pelos docentes envolvidos. Infelizmente, apesar das diversas tentativas, as partes não entraram em acordo”.
“Quanto ao documento encaminhada pelo Prof. Bruno Gualano ao Departamento, mencionando assédio moral, este foi encaminhado à Direção da EEFE-USP para que tomasse as providências cabíveis, que abriu processo de sindicância, que está em andamento”.
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